Marcadores

TIRAS (580) HQ (140) INSPETOR (121) RESENHAS (111) CARTUM (36) LEXY DRIVER (19) LEITMOTIV (17) CONTOS (15) CINEMA (12) TEATRO (6) LEXY COMICS (5) ROTEIROS (4) ARTES PLÁSTICAS (3) FOTOS (2) PORTFÓLIO (1)

BOTÕES DE COMPRA

Comprar VIDA DE INSPETOR
Comprar LEITMOTIV

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ACONTECEU NO ÔNIBUS

nOTA:
Um conto erótico, meio estranho, que escrevi à um tempinho.Espero que você não se deixe levar pela inverossimilhança.Afinal, erotismo é brincar com a imaginação.

ACONTECEU NO ÔNIBUS
Todo dia é a mesma rotina, e isso cansa. Deixa qualquer um estressado. Por isso, acho ótimo quando acontece algo inusitado, pra quebrar minha rotina. Como certa vez, quando vi algo no ônibus, ao voltar do trabalho.
O ônibus estava, de certo modo, "vazio". Ninguém em pé, poucos bancos ocupados, a maioria na área central do ônibus. Eu entrei, e sentei no último banco, pra fugir de conversas idiotas de pessoas vazias. Quando estou num ônibus, me distraio olhando pala janela, vendo as fachadas das lojas e casas, lendo as placas, olhando as mulheres gostosas que passam na rua, etc. Mas, naquele dia, uma outra coisa me chamou a atenção.
Eu estava, como disse, no último banco, na fileira "do outro lado do motorista". Exatamente do outro lado, havia um casal de namorados. Estavam se beijando. Geralmente, eu não fico reparando em casais que se amassam por aí (não sou careta, não vejo nada de errado nisso. Até faço isso, quando estou namorando), mas dessa vez, eu reparei.
Primeiro, dei uma olhadela de leve, desviando o olhar rapidamente. Mas voltei a olhá-los. Notava principalmente ela, a garota, que usava uma saia curtíssima, que deixava à mostra suas coxas. E que coxas! My god! Eu só havia visto uma perna daquelas em modelos de filmes pornô europeus. O rosto dela também era uma maravilha. Uma mistura de Liv Tyler com Nicole Kidman, e os lábios da Angelina Jolie. Os seios, firmes e arredondados, quase pulavam pra fora do decote. E os olhos dela...(enquanto eu me encantava com a maravilha que era seu corpo) os olhos dela me encaravam.
Desviei o olhar rapidamente, olhando o que estava do lado de fora. Ouvi uma risadinha (era da garota. Até a risada era sexy). Arrisquei outro olhar. Os dois me olhavam, sorrindo. Dei um sorriso meios em graça, que foi retribuído com um beijo de língua deles (na verdade, o rapaz enfiou a língua pela boca dela, que acariciava com os lábios a língua do namorado). Eles nem se importavam com a minha presença.
Como pareciam ser um casal de exibicionistas, continuei observando, sem receio deles. Ao tirar a língua da boca da namorada, o rapaz foi descendo sua língua pelo queixo dela, indo até seu pescoço. Ao mesmo tempo, suas mãos firmes iam se esfregando pelas costas e cintura dela. Ela colocou uma perna no colo do rapaz, praticamente se deitando em cima dele. Em seguida, olhou pra mim, um olhar tão excitante, tão cheio de lascívia, tão provocante, que deixou meu pau quase estourando minha calça. Todo o tesão que ela sentia, demonstrava com aquele olhar pra mim.
Se a garota queria que eu sentisse seu tesão (e eu realmente sentia), o rapaz parecia ter se esquecido que estava em um ônibus. Ele desceu sua boca do pescoço dela até os seios, então, beijou-os. Depois, com um leve puxão da blusa dela, deixou um mamilo à mostra. Que mamilo! Quase gozei ali mesmo! Era bem rosado, contrastando com aquele seio de uma pele branca como leite. O bico era bem pequeno, mas bem pronunciado pra frente. O rapaz encostou a ponta da língua nele. Depois, começou a mamá-lo como um bebê na mãe.
A garota, me olhando provocadoramente, levou uma mão até a saia, abriu as pernas, me deixando ver sua calcinha, Meu tesão aumentava cada vez mais. Meu suor escorria por minhas costas.
O rapaz começou a mamar no outro seio. A garota se colocou no colo dele, de frente pra ele. O seio que tinha sido acabado de ser chupado estava bem no meu campo de visão. E que visão!
Então, a garota tirou a mão de sua xota, e começou a brincar com esse mamilo. Tocava-o, beliscava-o, sempre olhando pra mim.
O rapaz parou de mamá-la, e ela cobriu os seios, e só então, eu pude notar que sua outra mão estava dentro da braguilha do namorado, masturbando-o.
Ele levou a mão até o meio das pernas da namorada, e puxou a calcinha dela, que desceu até o meio de suas coxas com uma facilidade que me surpreendeu (provavelmente, eles já têm experiência em se exibir).
Então, eu me levantei. Eles me olharam com uma expressão do tipo "finalmente você decidiu se juntar à nós". Mas eu puxei o sinal para o ônibus parar. Fui até a porta sem olhar pra eles. Quando o ônibus parou e as portas se abriram, desci no meu ponto.
Naquela noite, quase não consegui me concentrar em meus afazeres, ou na tv. Só pensava no casal se exibindo. Antes de dormir, me masturbei pensando naquele casal, em como seria participar de uma foda com eles. Gozei como nunca havia gozado em uma masturbação antes.
Eu nunca esqueci daquele casal, e acho que nunca esquecerei. Mas infelizmente, nunca mais os vi.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

AGORA, CHEGA!

Estou cansada!
Já suportei demais este casamento! Anos e anos de aflições e tormentos! Porquê fui me casar com o maior filho da puta que conheci? Ele pensa que sou um animal? Que ele é meu dono? Não! Eu sou uma mulher! Um ser humano! Eu tenho todo o direito de ser livre, e fazer o que eu quiser da minha vida. E, se estou cansada deste casamento,posso muito bem me livrar disso. Por bem, ou por mal.
Não aguento nem mais um dia vivendo dessa forma, como uma vitima de um ditador. Um homem (que nem merece ser chamado de homem)que não ama ninguém, além de si próprio. Você, no meu lugar, faria o mesmo que eu vou fazer.
Enquanto espero que ele chegue em casa, me lembro de todos os momentos que passamos juntos. Brigas, desentendimentos, traições, pobreza. Ou você aguentaria uma vida inteira vivendo na miséria, tendo que implorar pro marido até mesmo pra ele dar uns trocados pra comprar pão? Se ele dava dinheiro, dava reclamando, me chamando de gastadora. "Tem que aprender a economizar! Tá pensando que eu sou banco?"Enquanto isso, ele estava sempre bem vestido, dizendo que era a irmã que tinha dado a roupa nova. Pensando que estava enganando alguém.
Em todos os nossos anos de casados, ele nunca me contou quanto ganhava no seu emprego. Quando se aposentou, nunca me disse quanto recebia de aposentadoria.
Quem conseguiria viver com um marido que passa o dia fora, não diz pra onde foi ( embora hoje em dia,eu nem me importe ), e só chega em casa pra comer, dormir, e assistir a porra do futebol e a porra do jornal?
Até os nossos filhos o abandonaram, de certo modo. Eles trabalham, ou estudam. E, em momento algum se importam com o pai.
Algumas pesssoas, educadas por um conservadorismo hipócrita podem dizer que "eles estão errados, deviam retribuir tudo o que seu pai fez por eles", mas essas pessoas não nos conhecem. São o tipo de gente que julgam os outros com base em sua próprias vidas. Se é que suas vidas são perfeitas como eles dizem...
Mas eles dizem que meus filhos estão errados, e acham que eles não estão dando o devido reconhecimento ao que seu pai fez por eles. Mas é exatamente isso o que estão fazendo, retribuindo todo o desprezo que receberam de um pai que reclamava que os filhos não se vestiam direito, mas não dava um centavo pra eles comprarem uma peça de roupa.
Eu não culpo meus filhos, eu os entendo. Eu sempre lhes dei amor, e esse amor eles retribuem.
E agora,eu vou retribuir todo o "amor" que meu marido me deu. E quem me julgar errada,ao menos assuma sua hipocrisia.

O frango já está na panela. Coloco os temperos e a água na panela, ligo o fogo.
Depois, lavo a faca e coloco pra escorrer a água. Fico observando a faca, enquanto o frango cozinha.
Fico nervosa,amedrontada. Mas é preciso tomar uma decisão. Penso em tudo o que farei com a faca nesta noite. Não vou usar pra mais nada, então, pego ela e a enxugo.
Vou até o quarto, e coloco ela embaixo do meu travesseiro. Arrumo o travesseiro, pra ele não perceber nada. Enquanto saio do quarto, olho pro colchão. De cada lado, a marca funda de nossos corpos, com uma "divisória" mais alta no meio, representando anos de um casamento sem amor, sem carinho, sem toques de carícias.

***

Hora do jantar.
Jantei só, como sempre. Nenhum de nós precisa esperar pelo outro pra jantar juntos.
Depois que terminei, ouvi o barulho do carro. O maldito carro dele. Um carro velho, mas que ele gastava muito dinheiro com reformas e reposição de peças.
Ele guarda o carro. Entra em casa, se dirige até o fogão.
-A comida está quente?
-Tá.
-Cadê os meninos?
-Não vão dormir em casa hoje.
-E vão dormir onde?
-Na casa de algum amigo, ou de alguma namorada.
-Esses meninos não ficam mais em casa! Só sabem ficar saindo, gastando dinheiro com besteiras! Eles tem que aprender a cuidar da casa! Eu vou é parar de fazer as coisas pra eles, quero ver como eles vão se virar!
"Fazer as coisas pra eles"? Que coisas?
Esse cretino já passou da senilidade, só pode ser isso. Em sua mente distorcida, ele deve viver em um mundo imaginário.
Terminei de comer, e fui pro quarto. Ele terminou de comer, e foi pra sala, ver tv. Depois da tv, ele foi tomar banho. Eu fui me deitar. Ele saiu do banho e também se deitou. Eu pensei na faca embaixo do travesseiro. Ele começou a falar:
-É, esse mês a gente vai ter que apertar o cinto...
Ainda mais?, eu pensei.
-...o carro tá demorando pra pegar de manhã. Vou ter que trocar o carburador.
Ele continuava falando, e eu não ouvindo. Toda noite era a mesma coisa, ele só sabia falar da falta de dinheiro. Nós tínhamos uma casa que alugávamos, era o nosso ganha pão. Mas é como se a casa fosse só dele. Por isso, eu pensava na faca. Todos que tem uma casa pra alugar costumam viver bem, só nós que vivemos nessa merda!
Depois que ele parou de resmungar os problemas dele ( a única coisa que ele, como marido, dividia com a esposa...), ele se virou para o outro lado, pra dormir.
Eu fiquei esperando.
Eu esatava ansiosa, um pouco nervosa. Eu não ia dormir, mesmo que quisesse. Precisava ficar acordada, esperando ele dormir. Eu sabia quando ele estaria dormindo, assim que começasse a roncar. Eu ia esperar, e então, a faca ia ter um trabalhinho diferente esta noite.
Mas, infelimente, não foi o que aconteceu.
Eu peguei no sono antes disso.
Nem notei quando ele dormiu, e nem me lembro de ter ficado com sono. Só me dei conta de que havia dormido, quando acordei com ele me ciutucando, e me chamando:
-Acorda! Acorda!
-O que foi? Por que você tá me acordando?
-Eu tive um pesadelo! Sonhei que você estava me matando!
Olhei nos olhos dele. Ele parecia sincero.C om a cabeça, senti a faca embaixo do meu travesserio, do mesmo jeito que eu tinha colocado. Ele não tinha mexido nela.Tinha sido só um sonho mesmo. Me recuperei, e falei:
-E você me acorda só por causa disso?
Meu coração palpitava, mas eu fingia que estava calma, sem dar a mínima pra história dele. Eu não podia deixar ele perceber meu nervosismo.
-Parecia tão real...
Ignorei ele, e voltei pro meu lado. Ele voltou pro lado dele. Dormimos.
Mas, antes, não pude deixar de pensar na sorte que ele teve. Na sorte que alguns putos têm. Talvez exista algum "diabo da guarda" que protege os desgraçadamente maus.

(11.07.05)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

NICTOFOBIA

NOTA: Este foi o primeiro conto que escrevi,por isso que está uma merda!


Terror.Essa palavra ecoa em sua mente,enquanto ela caminha pelas ruas e avenidas da cidade.Ela amaldiçoa seu chefe por pedir que ela fique até mais tarde;amaldiçoa a esposa do chefe por escolher dar a luz justo no horário normal de sua saída;e amaldiçoa o prefeito por não criar uma linha de ônibus que pare em frente à sua casa.
Não que isso seja totalmente confiável.Afinal,quantos ônibus não são invadidos todas as noites>E a cada dois ônibus assaltados,em um morre o motorista,no outro morre o cobrador.Por isso mesmo,o ônibus não aliviaria seu medo,seu terror.
Mas ela pega um ônibus mesmo assim.Ela não poderia atravessar toda a cidade a pé.
Ao descer do ônibus,a cerca da uma quadra para a rua onde mora,tentando não ser notada até o caminho de casa.
Não era uma rua deserta.Muito pelo contrário,havia pessoas,embora já passasse da meia noite.Também não era mal iluminada.Todos os postes tinham lâmpadas novas,que iluminavam muito bem.
Talvez esses sejam os causadores do terror.Afinal,cada luz sobre ela era como se disesse "Venham todos os predadores noturnos!Ela está soziinha e amedronatada!Uma presa fácil!"
O fato de haver pessoas na rua também não ajudava.Ao contrário do que se pensa,um lugar movimentado não significa segurança.Quando não há ninguém na rua,é fácil parar para ouvir se não há alguém te seguindo,ou mesmo escolher o lado da rua pelo qual andar.Mas essa rua,cheia de pessoas...
Um grupo de jovens pode tanto significar amigos namorando,quanto viciados usando drogas juntos.Ela poderia olhar para confirmar,mas se algum deles interpretar mal esse ato,ela se tornmaria uma vítima deles.
Ela não olha.
Ela desvia o olhar e continua caminhando.
Novamente,ela profere uma maldição.Desta vez ,aos seus sapatos.Cada "Clap" de seus saltos no asfalto são como sinos anunciando sua passagem.Novamente,ela se sente vulnerável. Principalemte ao ouvir passos atrás de si.São passos de tênis,abafados,como que tentando não se fazer ouvir.
Cautelosamente,ela apressa seus passos.Chegando em casa,ela estará segura.Mas os passos continuam atrás dela.
Em uma bar próximo,um carro de polícia estacionado.Por um momento,ela se sente a salvo.Como se as palavras "proteger e servir" a reanimasse.Por um momento.Apenas por um momento.
Ao se aproximar,ela vê os dois policiais.Ela ouve um deles comentar o formato esguio de suas pernas,realçadas pela meia calça preta,que,à luz dos postes,brilham com luxúria.Ela desvia e segue o seu caminho.
Por um instante,ela havia esquecido seu perseguidor.Ela se vira pra trás,e não o vê.Porém,ela ouvve o chiar de um portão enferrujado,o barulho de chaves,seguida da frase:
-Cheguei,mãe!-que dizia o "perseguidor".
Se não estivesse tão cansada,ela sorriria.
Por sorte,agora,ela estava segura.Agora,bastava chegar em casa.Estava próxima.Era apenas virar uma esquina e atravessar a rua.De onde estava,naquele momento,já dava pra ver o seu lar.
Ela então relaxa,e pensa no gato siamês que deve estar com fome.E,relaxada,ela não ouve o homem a esperando atrás de um poste,de tocaia.Ela aprenas sente a mão suada em sua boca,o corpo forte atrás de si,a ponta da faca em suas costas,e um hálito alcoolizado que sussurra:
-Quietinha,senão te furo!
Neste momento,o tempo parece parar,e uma palavra ecoa em sua mente:terror.

(outono/2000)