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sábado, 14 de junho de 2014

SWEET TOOTH


SWEET TOOTH, uma das obras mais tocantes do selo Vertigo nos últimos tempos. Leia minha resenha aqui: 

SWEETH TOOTH
Uma análise sobre esta interessante HQ

Quando a Panini lançou SWEETH TOOTH no Brasil, eu fiz um breve comentário sobre a primeira edição. Agora, tendo lido os 3 volumes publicados, volto a escrever, pois modifiquei um pouco a minha opinião sobre esta obra.
Sweeth Tooth é escrita e desenhada por Jeff Lemire, um autor “novato” que está se tornando a nova sensação da DC comics, escrevendo pra vários títulos. Sua sensibilidade para com as histórias é notável já na primeira leitura. Ele sabe como construir e conduzir histórias, dando um clima de realismo, e comum ritmo naturalíssimo. Quem acompanha o Homem Animal dele pode perceber isso.
Nesta saga, mais autoral, ele conta a história de Gus, um menino híbrido humano com chifres de cervo. Ele vive em um mundo pós-apocaliptico onde uma praga sem cauã conhecida dizimou grande parte da população. Os sobreviventes vivem como podem, formando milícias selvagens, grupos de saques, etc. Gus pode ser a chave da causa, e talvez da cura para a praga.
Tudo começou cerca de 7 anos antes, com a praga. Após esse acontecimento, todas as crianças começaram a nascer com partes de animais no corpo. Algumas dessas crianças são trancafiadas, e usadas em laboratórios, para testes.
A história começa quando o pai de Gus morre, e o menino fica só em sua casa. Atracado por caçadores, ele é salvo por Jepperd, um grandalhão mau humorado, o tipo de cara de poucos amigos. No primeiro volume, ele engana o menino e o leva para uma instalação científica, onde ele será estudado de várias formas. Esse primeiro volume possui um ritmo estranho, tudo acontece muito rápido, e não há muito tempo para nos apegarmos aos personagens. Talvez eu ainda tinha Y – O ÚLTIMO HOMEM na cabeça, e achei que a nova revista seria igual  mostrando a dupla em sua peregrinação pelo mundo desolado. Ledo engano.
A partir do segundo volume, fica claro que essa HQ n ao é mais uma nova versão do clichê de “um grupo de pessoas andando pelo mundo desolado”. O segundo volume é focado em Gus sendo analisado por um cientista da base onde ele se encontra preso, enquanto Jepperd tenta acabar com a vida, até ter uma crise de consciência, e, no final, decide voltar e salvar a vida de Gus. Agora, as coisas acontecem com um novo ritmo, mais calmo, mais focado em cada acontecimento isoladamente. A trama vai crescendo aos poucos.
O terceiro volume mostra Gus tentando fugir do local, enquanto Jepperd junta uma equipe para invadir o local e salvar as crianças híbridas. Algumas revelações são feitas, tudo de forma quase casual, o que envolve ainda mais o leitor.
E o que pode ser considerada a melhor qualidade desta saga, é a concisão. Com duração de apenas 40 números(e 6 encadernados) nos EUA, Lemire vai direto ao ponto, sem ficar enrolando em diálogos forçados e banais. Talvez pelo fato de seus personagens serem um acriança e um brutamontes que não gosta de ninguém, a história é cheia de ação. O que parecia um defeito no começo, se mostra agora um recurso narrativo competente.
Talvez, por sua premissa esquisita, Sweeth Tooth não se torne uma obra aclamada, como foram “Y”, “Ex-Machina”, ou “100 Balas”. Mas quem se atrever a ler, não vai se arrepender.

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