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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

FRADIM


Não conhece o trabalho do Henfil? Um dos maiores artistas da HQ nacional de todos os tempos?
Então, aproveite a chance de conhecer, agora que a coleção FRADIM está sendo relançada.


COLEÇÃO FRADIM
Quem nunca ouviu falar de HENFIL? Bem, talvez os mais jovens não saibam, mas Henrique de Souza Filho foi um dos mais importantes cartunistas do Brasil. Com seu traço despojado de detalhismos, e seu humor crítico e politizado, a obra do cartunista é parte da história política do nosso país, além de ser influência de muitos dos grandes cartunistas e humoristas da atualidade.
Muitos de seus personagens representam a situação em que o país se encontrava na época, e não por acaso, muitas de suas tiras e charges foram proibidas pela censura da ditadura. Entre seus personagens mais famosos, estão a Graúna, e os Fradins.
Os Fradins (ou Fradinhos), são uma dupla de frades, Cumprido e Baixim. Cumprido é sério, e procura seguir com a vida correta, enquanto o Baixim é sarcástico e politicamente incorreto. Os personagens foram inspirados em dois padres franciscanos que o autor viu certa vez. Ele contou que um deles era alto e estava com um semblante sério, enquanto um mais baixo estava com um sorriso misterioso no rosto. Essa imagem o levou a criar essa dupla. Confesso que a primeira vez que tive contato com as charges da dupla, fiquei chocado ao saber que naquela época já se fazia esse tipo de humor sem amarras do falso moralismo. E engraçadíssimas!
Em 1970, Henfil criou a revista FRADIM, que publicava seus personagens. Com uma periodicidade inconstante, a revista durou 31 edições, e publicou vários dos personagens de Henfil acompanhando os Fradinhos. Graúna, Zeferino, Bode Francisco, entre outros. A revista terminou em 1980, mas Henfil continuou produzindo e publicando até seu falecimento, em 1988. Ele se foi, mas seu desenho ficou na memória de todos os leitores de quadrinhos do Brasil.
Agora, uma parceria entre a ONG Henfil, e o Instituto Henfil está trazendo de volta todas essas edições da revista Fradim, além de um “número zero”, pra apresentar a coleção e os personagens.exatamente como elas foram publicadas pela primeira vez, no formato tablóide. Incluindo até mesmo as sessões de cartas, onde o autor faz verdadeiros debates com os leitores sobre as atualidades do país, além de seus trabalhos.
Aliás,falando em atualidades, o leitor que nunca leu nada do Henfil vai se surpreender com a atemporalidade dos seus trabalhos. As histórias continuam atuais. Muitas das críticas feitas à época poderiam ter sido feitas hoje. Como se nossa situação não tivesse mudado. Um grande artista é assim: Eterno!

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