Marcadores

BOTÕES DE COMPRA

Comprar O RAPTO DO CRAQUE Pague com PagBank - é rápido, grátis e seguro! Comprar LAMPIÃO Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro! Comprar A SITUAÇÃO DE AUGUSTO Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro! Comprar REVISTA JAPY Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro! Comprar VIDA DE INSPETOR Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro! Comprar LEITMOTIV Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dia Internacional da Animação

D.I.A - Dia Internacional da Animação 2008 apresenta Mostra Oficial em 44 cidades paulistas com apoio do PAC São Paulo
Evento, que é realizado em todos os Estados brasileiros, celebra o cinema de animação em Mauá no dia 28 de outubro, com apresentação de curtas metragens nacionais e estrangeiros, além de outras atividades paralelas
Mauá está no amplo mapa de cidades de todo o mundo que celebram o D.I.A - Dia Internacional da Animação 2008. A Mostra Oficial do D.I.A será realizada em 28 de outubro, no Espaço Andanças Pelo Zaira, a partir das 19 horas, com entrada gratuita. O evento apresenta curtas-metragens nacionais e internacionais, simultaneamente, em 150 cidades, distribuídas por todos estados brasileiros, sendo 44 delas do Estado de São Paulo, e em 51 países.

O D.I.A comemora o aniversário de 116 anos da primeira projeção pública mundial de imagens animadas, em 1892. O pioneiro realizador Emile Reynaud promoveu com seu teatro óptico, no Museu Grevin, em Paris, a proeza de exibir desenhos animados três anos antes do cinematógrafo – o pai do cinema moderno - ser apresentado pelos irmãos Lumiere.
Pela segunda vez, a mostra comemorativa do D.I.A será apresentada em Mauá. O coordenador local, Alexandre Soares, aposta em uma participação maior do público. “Em 2008, a Mostra Oficial acontecerá num espaço mais amplo, pois esperamos novos espectadores devido à grande procura do ano passado”, afirma Soares.
No Brasil, o D.I.A é realizado desde 2004 pela ABCA – Associação Brasileira do Cinema de Animação, e avança território, conquistando apoio e público, a cada ano. De 2007 para 2008, o número de cidades que vai receber a Mostra Oficial cresceu 200%. Saltou de 50 municípios em 2007 para 150 em 2008.
São Paulo
Em São Paulo, o crescimento é mais significativo ainda e tem um grande aliado. A ABCA aliada à produtora Usinanimada, de Ribeirão Preto, inscreveu o projeto de produção do D.I.A para aprovação de financiamento no edital de Festivais de Artes do PAC – Programa de Ação Cultural. Com o projeto aprovado e a adesão de realizadores voluntários em 30 novas cidades, o D.I.A chegará a 44 municípios paulistas, incluindo a capital, em 2008.
É uma grande evolução, avalia o coordenador estadual D.I.A Thomas Larson, responsável pelo evento em todo Estado de São Paulo. “Em 2007, foram 14 cidades que receberam os filmes da mostra e tiveram ótima presença de público. Agora faremos em 44 cidades. O financiamento e o empenho dos organizadores em cada município vão permitir que um público maior ainda tenha contato com o cinema de animação”, explica Larson. O crescimento em São Paulo é de 214%, saindo de 14 municípios no ano passado para 44 em 2008.
Além do inédito financiamento do PAC São Paulo, o evento conta novamente com o apoio do CTAV – Centro Técnico do Audiovisual, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, do Conselho Nacional de Cineclube, da Federação Paulista de Cineclubes e com a parceria da ASIFA – Associação Internacional do Filme de Animação. A parceria internacional faz com que filmes brasileiros também sejam apresentados em outros países que comemoram o D.I.A.
Em 2008, o evento mantém como parceiro o Fórum dos Festivais e conta com ainda mais apoiadores para a sua divulgação: além da TV Cultura, da Globo Filmes e do Canal Futura, abraçaram o projeto a TV Brasil, a TV Rá-Tim-Bum, a Nickelodeon, a Cartoon Network, a MTV, o SESCTV e a empresa de divulgação e promoção de conteúdos culturais Espaço Z.
Com o financiamento do PAC São Paulo, será a primeira vez que a Mostra de Curtas terá uma coordenação geral no Estado. A conquista é do cinema de animação e do público, afirma Thomas Larson. “O evento não tem fins lucrativos e exige baixo orçamento para ser realizado. A importância do apoio do PAC é poder ampliar o número de cidades, logo a quantidade de público, com o respaldo de uma assessoria técnica para divulgação e execução do evento dada pela ABCA”, defende Larson. Um outro diferencial no Estado de São Paulo são duas mostras paralelas à Mostra Oficial: uma de animações paulistas e outra somente para o público infantil.
A diretora de eventos da ABCA - Associação Brasileira do Cinema de Animação e coordenadora Nacional do D.I.A, Luciana Druzina, afirma que a celebração é uma forma de trazer o cinema de animação, que é uma arte reverenciada no mundo todo, para o centro das atenções. “Sua difusão e acesso ainda são restritos, apesar de sua importância. O D.I.A busca a disseminação e democratização do trabalho dos animadores, proporcionando ao seus espectadores o contato com essa forma de arte cinematográfica”, diz Luciana.
A formação de público e estímulo à produção de animação, em nível nacional, também são objetivos do D.I.A. Por isso, a ampla cobertura, que chega a todos os estados brasileiros, oferecendo a possibilidade para o espectador das capitais e de cidades de grande, médio e pequeno porte do interior de assistir aos filmes de animação produzidos no país e no exterior.

Veja lista das cidades paulistas no D.I.A:
Assis, Altinópolis, Atibaia, Americana, Araraquara, Bauru, Bebedouro, Bragança Paulista, Campinas, Caraguatatuba, Casa Branca, Cosmorama, Diadema, Embu das Artes, Franca, Guarujá, Itapecerica da Serra, Itu, Itapeva, Luiz Antônio, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Ouroeste, Paulínia, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Gertrudes, Santa Cruz das Palmeiras, Santo André, Santos, São Bento do Sapucaí, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Lourenço da Serra, São Paulo, São Vicente, Sorocaba, Votuporanga.

Em Mauá
Quando: 27 de outubro de 2008
16 horas - Piconzé (O segundo longa de animação produzido no Brasil)
18 horas - MOstra Infantil
19:30 horas - Mostra Paulista

Quando: 28 de outubro de 2008
19 horas - Mostra Oficial do D.I.A – Dia Internacional da Animação

Onde: Espaço Andanças Pelo Zaira - R.Ricadro Bicheli,136 B - Jd Zaira 2

INformações:cineclube.pilar.maua@gmail.com

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ACONTECEU NO ÔNIBUS

nOTA:
Um conto erótico, meio estranho, que escrevi à um tempinho.Espero que você não se deixe levar pela inverossimilhança.Afinal, erotismo é brincar com a imaginação.

ACONTECEU NO ÔNIBUS
Todo dia é a mesma rotina, e isso cansa. Deixa qualquer um estressado. Por isso, acho ótimo quando acontece algo inusitado, pra quebrar minha rotina. Como certa vez, quando vi algo no ônibus, ao voltar do trabalho.
O ônibus estava, de certo modo, "vazio". Ninguém em pé, poucos bancos ocupados, a maioria na área central do ônibus. Eu entrei, e sentei no último banco, pra fugir de conversas idiotas de pessoas vazias. Quando estou num ônibus, me distraio olhando pala janela, vendo as fachadas das lojas e casas, lendo as placas, olhando as mulheres gostosas que passam na rua, etc. Mas, naquele dia, uma outra coisa me chamou a atenção.
Eu estava, como disse, no último banco, na fileira "do outro lado do motorista". Exatamente do outro lado, havia um casal de namorados. Estavam se beijando. Geralmente, eu não fico reparando em casais que se amassam por aí (não sou careta, não vejo nada de errado nisso. Até faço isso, quando estou namorando), mas dessa vez, eu reparei.
Primeiro, dei uma olhadela de leve, desviando o olhar rapidamente. Mas voltei a olhá-los. Notava principalmente ela, a garota, que usava uma saia curtíssima, que deixava à mostra suas coxas. E que coxas! My god! Eu só havia visto uma perna daquelas em modelos de filmes pornô europeus. O rosto dela também era uma maravilha. Uma mistura de Liv Tyler com Nicole Kidman, e os lábios da Angelina Jolie. Os seios, firmes e arredondados, quase pulavam pra fora do decote. E os olhos dela...(enquanto eu me encantava com a maravilha que era seu corpo) os olhos dela me encaravam.
Desviei o olhar rapidamente, olhando o que estava do lado de fora. Ouvi uma risadinha (era da garota. Até a risada era sexy). Arrisquei outro olhar. Os dois me olhavam, sorrindo. Dei um sorriso meios em graça, que foi retribuído com um beijo de língua deles (na verdade, o rapaz enfiou a língua pela boca dela, que acariciava com os lábios a língua do namorado). Eles nem se importavam com a minha presença.
Como pareciam ser um casal de exibicionistas, continuei observando, sem receio deles. Ao tirar a língua da boca da namorada, o rapaz foi descendo sua língua pelo queixo dela, indo até seu pescoço. Ao mesmo tempo, suas mãos firmes iam se esfregando pelas costas e cintura dela. Ela colocou uma perna no colo do rapaz, praticamente se deitando em cima dele. Em seguida, olhou pra mim, um olhar tão excitante, tão cheio de lascívia, tão provocante, que deixou meu pau quase estourando minha calça. Todo o tesão que ela sentia, demonstrava com aquele olhar pra mim.
Se a garota queria que eu sentisse seu tesão (e eu realmente sentia), o rapaz parecia ter se esquecido que estava em um ônibus. Ele desceu sua boca do pescoço dela até os seios, então, beijou-os. Depois, com um leve puxão da blusa dela, deixou um mamilo à mostra. Que mamilo! Quase gozei ali mesmo! Era bem rosado, contrastando com aquele seio de uma pele branca como leite. O bico era bem pequeno, mas bem pronunciado pra frente. O rapaz encostou a ponta da língua nele. Depois, começou a mamá-lo como um bebê na mãe.
A garota, me olhando provocadoramente, levou uma mão até a saia, abriu as pernas, me deixando ver sua calcinha, Meu tesão aumentava cada vez mais. Meu suor escorria por minhas costas.
O rapaz começou a mamar no outro seio. A garota se colocou no colo dele, de frente pra ele. O seio que tinha sido acabado de ser chupado estava bem no meu campo de visão. E que visão!
Então, a garota tirou a mão de sua xota, e começou a brincar com esse mamilo. Tocava-o, beliscava-o, sempre olhando pra mim.
O rapaz parou de mamá-la, e ela cobriu os seios, e só então, eu pude notar que sua outra mão estava dentro da braguilha do namorado, masturbando-o.
Ele levou a mão até o meio das pernas da namorada, e puxou a calcinha dela, que desceu até o meio de suas coxas com uma facilidade que me surpreendeu (provavelmente, eles já têm experiência em se exibir).
Então, eu me levantei. Eles me olharam com uma expressão do tipo "finalmente você decidiu se juntar à nós". Mas eu puxei o sinal para o ônibus parar. Fui até a porta sem olhar pra eles. Quando o ônibus parou e as portas se abriram, desci no meu ponto.
Naquela noite, quase não consegui me concentrar em meus afazeres, ou na tv. Só pensava no casal se exibindo. Antes de dormir, me masturbei pensando naquele casal, em como seria participar de uma foda com eles. Gozei como nunca havia gozado em uma masturbação antes.
Eu nunca esqueci daquele casal, e acho que nunca esquecerei. Mas infelizmente, nunca mais os vi.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

AGORA, CHEGA!

Estou cansada!
Já suportei demais este casamento! Anos e anos de aflições e tormentos! Porquê fui me casar com o maior filho da puta que conheci? Ele pensa que sou um animal? Que ele é meu dono? Não! Eu sou uma mulher! Um ser humano! Eu tenho todo o direito de ser livre, e fazer o que eu quiser da minha vida. E, se estou cansada deste casamento,posso muito bem me livrar disso. Por bem, ou por mal.
Não aguento nem mais um dia vivendo dessa forma, como uma vitima de um ditador. Um homem (que nem merece ser chamado de homem)que não ama ninguém, além de si próprio. Você, no meu lugar, faria o mesmo que eu vou fazer.
Enquanto espero que ele chegue em casa, me lembro de todos os momentos que passamos juntos. Brigas, desentendimentos, traições, pobreza. Ou você aguentaria uma vida inteira vivendo na miséria, tendo que implorar pro marido até mesmo pra ele dar uns trocados pra comprar pão? Se ele dava dinheiro, dava reclamando, me chamando de gastadora. "Tem que aprender a economizar! Tá pensando que eu sou banco?"Enquanto isso, ele estava sempre bem vestido, dizendo que era a irmã que tinha dado a roupa nova. Pensando que estava enganando alguém.
Em todos os nossos anos de casados, ele nunca me contou quanto ganhava no seu emprego. Quando se aposentou, nunca me disse quanto recebia de aposentadoria.
Quem conseguiria viver com um marido que passa o dia fora, não diz pra onde foi ( embora hoje em dia,eu nem me importe ), e só chega em casa pra comer, dormir, e assistir a porra do futebol e a porra do jornal?
Até os nossos filhos o abandonaram, de certo modo. Eles trabalham, ou estudam. E, em momento algum se importam com o pai.
Algumas pesssoas, educadas por um conservadorismo hipócrita podem dizer que "eles estão errados, deviam retribuir tudo o que seu pai fez por eles", mas essas pessoas não nos conhecem. São o tipo de gente que julgam os outros com base em sua próprias vidas. Se é que suas vidas são perfeitas como eles dizem...
Mas eles dizem que meus filhos estão errados, e acham que eles não estão dando o devido reconhecimento ao que seu pai fez por eles. Mas é exatamente isso o que estão fazendo, retribuindo todo o desprezo que receberam de um pai que reclamava que os filhos não se vestiam direito, mas não dava um centavo pra eles comprarem uma peça de roupa.
Eu não culpo meus filhos, eu os entendo. Eu sempre lhes dei amor, e esse amor eles retribuem.
E agora,eu vou retribuir todo o "amor" que meu marido me deu. E quem me julgar errada,ao menos assuma sua hipocrisia.

O frango já está na panela. Coloco os temperos e a água na panela, ligo o fogo.
Depois, lavo a faca e coloco pra escorrer a água. Fico observando a faca, enquanto o frango cozinha.
Fico nervosa,amedrontada. Mas é preciso tomar uma decisão. Penso em tudo o que farei com a faca nesta noite. Não vou usar pra mais nada, então, pego ela e a enxugo.
Vou até o quarto, e coloco ela embaixo do meu travesseiro. Arrumo o travesseiro, pra ele não perceber nada. Enquanto saio do quarto, olho pro colchão. De cada lado, a marca funda de nossos corpos, com uma "divisória" mais alta no meio, representando anos de um casamento sem amor, sem carinho, sem toques de carícias.

***

Hora do jantar.
Jantei só, como sempre. Nenhum de nós precisa esperar pelo outro pra jantar juntos.
Depois que terminei, ouvi o barulho do carro. O maldito carro dele. Um carro velho, mas que ele gastava muito dinheiro com reformas e reposição de peças.
Ele guarda o carro. Entra em casa, se dirige até o fogão.
-A comida está quente?
-Tá.
-Cadê os meninos?
-Não vão dormir em casa hoje.
-E vão dormir onde?
-Na casa de algum amigo, ou de alguma namorada.
-Esses meninos não ficam mais em casa! Só sabem ficar saindo, gastando dinheiro com besteiras! Eles tem que aprender a cuidar da casa! Eu vou é parar de fazer as coisas pra eles, quero ver como eles vão se virar!
"Fazer as coisas pra eles"? Que coisas?
Esse cretino já passou da senilidade, só pode ser isso. Em sua mente distorcida, ele deve viver em um mundo imaginário.
Terminei de comer, e fui pro quarto. Ele terminou de comer, e foi pra sala, ver tv. Depois da tv, ele foi tomar banho. Eu fui me deitar. Ele saiu do banho e também se deitou. Eu pensei na faca embaixo do travesseiro. Ele começou a falar:
-É, esse mês a gente vai ter que apertar o cinto...
Ainda mais?, eu pensei.
-...o carro tá demorando pra pegar de manhã. Vou ter que trocar o carburador.
Ele continuava falando, e eu não ouvindo. Toda noite era a mesma coisa, ele só sabia falar da falta de dinheiro. Nós tínhamos uma casa que alugávamos, era o nosso ganha pão. Mas é como se a casa fosse só dele. Por isso, eu pensava na faca. Todos que tem uma casa pra alugar costumam viver bem, só nós que vivemos nessa merda!
Depois que ele parou de resmungar os problemas dele ( a única coisa que ele, como marido, dividia com a esposa...), ele se virou para o outro lado, pra dormir.
Eu fiquei esperando.
Eu esatava ansiosa, um pouco nervosa. Eu não ia dormir, mesmo que quisesse. Precisava ficar acordada, esperando ele dormir. Eu sabia quando ele estaria dormindo, assim que começasse a roncar. Eu ia esperar, e então, a faca ia ter um trabalhinho diferente esta noite.
Mas, infelimente, não foi o que aconteceu.
Eu peguei no sono antes disso.
Nem notei quando ele dormiu, e nem me lembro de ter ficado com sono. Só me dei conta de que havia dormido, quando acordei com ele me ciutucando, e me chamando:
-Acorda! Acorda!
-O que foi? Por que você tá me acordando?
-Eu tive um pesadelo! Sonhei que você estava me matando!
Olhei nos olhos dele. Ele parecia sincero.C om a cabeça, senti a faca embaixo do meu travesserio, do mesmo jeito que eu tinha colocado. Ele não tinha mexido nela.Tinha sido só um sonho mesmo. Me recuperei, e falei:
-E você me acorda só por causa disso?
Meu coração palpitava, mas eu fingia que estava calma, sem dar a mínima pra história dele. Eu não podia deixar ele perceber meu nervosismo.
-Parecia tão real...
Ignorei ele, e voltei pro meu lado. Ele voltou pro lado dele. Dormimos.
Mas, antes, não pude deixar de pensar na sorte que ele teve. Na sorte que alguns putos têm. Talvez exista algum "diabo da guarda" que protege os desgraçadamente maus.

(11.07.05)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

NICTOFOBIA

NOTA: Este foi o primeiro conto que escrevi,por isso que está uma merda!


Terror.Essa palavra ecoa em sua mente,enquanto ela caminha pelas ruas e avenidas da cidade.Ela amaldiçoa seu chefe por pedir que ela fique até mais tarde;amaldiçoa a esposa do chefe por escolher dar a luz justo no horário normal de sua saída;e amaldiçoa o prefeito por não criar uma linha de ônibus que pare em frente à sua casa.
Não que isso seja totalmente confiável.Afinal,quantos ônibus não são invadidos todas as noites>E a cada dois ônibus assaltados,em um morre o motorista,no outro morre o cobrador.Por isso mesmo,o ônibus não aliviaria seu medo,seu terror.
Mas ela pega um ônibus mesmo assim.Ela não poderia atravessar toda a cidade a pé.
Ao descer do ônibus,a cerca da uma quadra para a rua onde mora,tentando não ser notada até o caminho de casa.
Não era uma rua deserta.Muito pelo contrário,havia pessoas,embora já passasse da meia noite.Também não era mal iluminada.Todos os postes tinham lâmpadas novas,que iluminavam muito bem.
Talvez esses sejam os causadores do terror.Afinal,cada luz sobre ela era como se disesse "Venham todos os predadores noturnos!Ela está soziinha e amedronatada!Uma presa fácil!"
O fato de haver pessoas na rua também não ajudava.Ao contrário do que se pensa,um lugar movimentado não significa segurança.Quando não há ninguém na rua,é fácil parar para ouvir se não há alguém te seguindo,ou mesmo escolher o lado da rua pelo qual andar.Mas essa rua,cheia de pessoas...
Um grupo de jovens pode tanto significar amigos namorando,quanto viciados usando drogas juntos.Ela poderia olhar para confirmar,mas se algum deles interpretar mal esse ato,ela se tornmaria uma vítima deles.
Ela não olha.
Ela desvia o olhar e continua caminhando.
Novamente,ela profere uma maldição.Desta vez ,aos seus sapatos.Cada "Clap" de seus saltos no asfalto são como sinos anunciando sua passagem.Novamente,ela se sente vulnerável. Principalemte ao ouvir passos atrás de si.São passos de tênis,abafados,como que tentando não se fazer ouvir.
Cautelosamente,ela apressa seus passos.Chegando em casa,ela estará segura.Mas os passos continuam atrás dela.
Em uma bar próximo,um carro de polícia estacionado.Por um momento,ela se sente a salvo.Como se as palavras "proteger e servir" a reanimasse.Por um momento.Apenas por um momento.
Ao se aproximar,ela vê os dois policiais.Ela ouve um deles comentar o formato esguio de suas pernas,realçadas pela meia calça preta,que,à luz dos postes,brilham com luxúria.Ela desvia e segue o seu caminho.
Por um instante,ela havia esquecido seu perseguidor.Ela se vira pra trás,e não o vê.Porém,ela ouvve o chiar de um portão enferrujado,o barulho de chaves,seguida da frase:
-Cheguei,mãe!-que dizia o "perseguidor".
Se não estivesse tão cansada,ela sorriria.
Por sorte,agora,ela estava segura.Agora,bastava chegar em casa.Estava próxima.Era apenas virar uma esquina e atravessar a rua.De onde estava,naquele momento,já dava pra ver o seu lar.
Ela então relaxa,e pensa no gato siamês que deve estar com fome.E,relaxada,ela não ouve o homem a esperando atrás de um poste,de tocaia.Ela aprenas sente a mão suada em sua boca,o corpo forte atrás de si,a ponta da faca em suas costas,e um hálito alcoolizado que sussurra:
-Quietinha,senão te furo!
Neste momento,o tempo parece parar,e uma palavra ecoa em sua mente:terror.

(outono/2000)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

caminhos do cineclubismo chama a atenção da mídia!

O Filme CAMINHOS DO CINECLUBISMO, que contouo com a minha participação na equipe de produção, está chamando a atenção da mídia especializada em cinema, pois se trata do primeiro documentário à tratar do cineclubismo.
Olha só uma reportagem que saiu na Revista de Cinema:

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

UM CONTO CURIAPEBANO

UM FATO MARCANTE NO VELÓRIO DO
PAI DE PROMONTÓRIO CAPELINO DE SOUZA

por Lexy Soares



Aquele dia não fora como os demais em minha vida.
Ele estava fadado a marcar definitivamente todo meu passado e futuro.
Eu, Promontório Capelino de Souza, tenho comigo que este é um dos dias que nunca vou me esquecer, é o dia em ele morreu.
Não que tenha sido um bom pai, muito pelo contrário, foi uma péssima pessoa. O tipo de homem que batia na mulher, e nem ligava pros filhos. Por isso, eu nem gostava dele. Mas nunca vou me esquecer do dia em que ele morreu.
Estava quente naquele dia, o tipo de calor que só quem nasceu no nordeste consegue suportar. Apesar de eu não ter sentido pena pelo falecimento de meu pai, tive que comparecer ao velório, claro, como manda a boa educação e respeito. Então, lá estava eu, andando de um lado pro outro, observando os parentes e amigos, que vinham me cumprimentar, e dar os pêsames. Eu fingia que estava sentindo pesar, pra não ser mal-educado.
Vários parentes que nunca vinham nos visitar estavam lá. Talvez pra se certificarem de que ele estava mesmo morto, não sei. Também tinha muitos amigos dele. Eu só ouvia comentários do tipo "Ele era uma ótima pessoa", "Ele vai fazer falta", "Um homem bom como ele não se encontra todo dia", Nem parecia que estavam falando do mesmo homem que eu conheci, que só falava comigo quando era pra exigir alguma coisa, e ai de mim se eu não obedecesse!
Num cantinho, uma tia chorava como uma bezerra desmamada, sempre com algum outro parente a lhe oferecer um braço como consolo, e um lenço limpo pra ela enxugar as lágrimas.



Como meu pai morreu,é mais um exemplo de como sua vida era devotada às besteiras inúteis.Ele morreu lutando por nosso jornalista Aristarco Vieira de Melo,o dono do jornal "Os Sertões",o qual meu pai,um leitor assíduo,comprava todos os sábados.E,assim como os fiéis da igreja Jesus Virá,Aleluia!...,meu pai acatava todas as opiniões contidas no jornal com se fossem leis absolutas.
E,por isso,quando Aristarco começou uma série de provocações contra o músico Talinho Malino de Menezes,meu pai,como um fiél seguidor do jornalista,falava mal do músico,mesmo que nunca tenha ouvido uma música sequer dele.
Aristarco,como a mairoria dos honens que conseguem grandes cargos na sociedade,usava e abusava de sua condição.Como dono do jornal,se fazia o responsável por tudo o que aconecia na cidade.Como se o fato de noticiá-las o tornasse o dono dos ocorridos.Quando um determinado evento ocorria na cidade,o sucesso,segundo ele, era consequência de seu empenho em exibir Curiapeba em seu jornal."Uma cidade só cresce quando sua história é registrada e noticiada!",ele costumava dizer.E,se alguém discordasse de qualquer coisa publicada,ou por qualquer outro motivo,se tornasse um desafeto do dono do jornal,ele publicava uma nota mencionando como a pessoa agia com má fé contra os modos da cidade.
E, como tambem acontece com homens de grande posição,ele arregimenta uma legião de cegos seguidores.Como meu pai.
Só de ler que Talinho estava misturando a música caribenha com a música brasilçeira,meu pai já esbravejava que isso era cuspir na cultura nacional,um desrespeito aos nosso verdadeiros costumes,e outras sentenças,repetidas quase exatamente como eram redigidas no jornal.
Foi isso que o fez ser morto,naquela tarde de sábado,na praça das boiadas,em meio àquela algazarra toda que se instalou no centro de Curiapeba.Foram socos pra um lado,pontapés pra outro,gente correndo e se escondendo.E duas mortes,entre as quais,meu pai.
Aristarco Vieria de Melo,o herói que meu pai defendia,após levar os primeiros sopapos dos defensores de Talinho,fugiu,e se escondeu nos fundos do bar do João Emílio Krauser,ele nem deve ter visto o que aconteceu, enquanto a população de Curiapeba demolia o centro da cidade,cada grupo defendendo um dos lados da bruiga.
Meu pai devia estar no bar do João Emílio,bebendo catilóia.Provavelmente,ele deve ter ficado enjuriado ao ver seu ídolo todo esfolado,e entrou na briga,que só acabou quando os tiros para o alto do coronel Benvindo dos Santos Arruda Real se fizeram ouvir.
Quando a poeira assentou,e os dois corpos foram levados para suas respectivas casas(coincidentemente,um dos mortos defendia Talinho,o outro,o meu pai,defendia Aristarco),as pessoas se fizeram sentir pelo jumento esfaqueado,mas os mortos,só as famílias sentiram,os outros,nem devem se lembrar que duas pessoas morreram ali.
O jornal Os Sertões,que meu pai tanto adorava,noticiou o fato,mencionou a morte do jumento,mas não mencionou nomes dos homens mortos.É isso que meu pai ganhou por ter entrado na briga de quem nem sequer o conhecia.Mas duvido que Aristarco iria ao velório de meu pai,mesmo que o conhecesse.
Mas ,vamos voltar ao que eu realmente quero contar sobre o velório de mau pai:


Eu estava cansado, e com calor. Não queria estar ali. Mas tinha que estar.
De repente, entra no recinto uma senhora, que eu não conhecia, acompanhada de uma moça lindíssima. Morena, com cabelos volumosos, lábios carnudos, que mais pareciam uma flor, olhos grandes, e um corpo cheio de curvas, do tipo que deixa qualquer mancebo de cabeça virada. Todos os homens que ali estavam olharam pra moça, apesar de ter que manter o respeito pelo finado.
A senhora entrou, aproximou-se para ver o corpo, e cumprimentou alguns dos presentes. E eu fiquei curioso em saber de quem se tratava.
Eu cheguei a minha mãe, mas, pra não dar na vista, usei de um pequeno subterfúgio:
- Mâinha, quem é aquela senhora que acabou de entrar?
- Num sei, não, meu filho. Dispois eu pergunto.
Enquanto isso, eu continuava curioso em saber quem era aquela moça tão bela.
Eu andava de um lado pra outro, sempre "esbarrando" em algum amigo do meu pai, ou algum parente, que me abraçava, ou apertava minha mão, se demorando por algum tempo, pra me contar alguma história vivida com meu pai, como se eu estivesse interessado. E, pra não ser mal-educado, eu fingia interesse. Mas eu nem sequer ouvia, meu olhar estava na moça. Eu dava uma espiada rápida, disfarçadamente, pra onde ela estava. Eu não queria perdê-la de vista. Queria aproximar-me dela, e perguntar quem ela era, como alguns dos homens já estavam fazendo. Mas eu tinha que dar atenção pra todos os parentes, tinha que fingir que estava sentindo a morte de meu pai, não podia me aproximar da moça sem dar na vista das pessoas.
Quando finalmente, me livrei do amigo de meu pai, e sua história fascinante de alguma aventura qualquer de adolescente com meu pai, meu olhar procurou a moça. Mas não a achei.
Droga! Eu a tinha perdido.
Mas ouvi a voz atrás de mim:
- Olá!
Virei-me, e lá estava ela, que me estendeu a mão.
- Meus pêsames pela morte de seu pai.
- Obrigado.
Retribui o aperto de mão. E não resisti em perguntar:
- Você conhecia meu pai?
- Não, eu não. Eu só estou aqui pra acompanhar minha tia. Ela conheceu o seu pai, quando ele era moço.
Ao dizer isso, ela deu um breve sorriso. Um lindo sorriso. Eu, então, aproveitei.
- Meu nome é Promontório Capelino de Souza. - eu disse, estendendo novamente minha mão.
- E o meu é Imbromélia Cromilda Adelaide. Muito prazer!
Depois disso, passamos o velório todo conversando, e nos conhecerndo melhor. Depois do funeral, combinamos de sair. Ficamos noivos em pouco tempo, e hoje, somos casados, e temos três filhos.
Por isso, sempre que chega o aniversário da morte de meu pai, eu agradeço. Ele pode ter sido um péssimo pai, mas pelo menos, sua morte foi um dia especial pra mim, pois foi onde eu conheci Imbromélia, a mulher da minha vida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

selecionado em salão de humor

Uma história em quadrinhos minha foi selecionada no Salão de Humor de Volta Redonda.Confira no site deles, na categoria História em Quadrinhos.
http://www.geocities.com/salaovredonda/

O trabalho ficouo exposto no salão entre os dias 3 de julho e 3 de agosto.Assim que me for possível, eu coloco uma cópia aqui no blog.

quarta-feira, 23 de julho de 2008


A primeira sessão pública do filme CAMINHSO DO CINECLUBISMO foi um sucesso!
A sala estava cheia de pessoas interessadas em prestigiar este importante filme.
trat-se de um inédito documentário sobre o movimento cineclubista.
durante a sessão, muitos batiam palmas para os depoimentos, e no final, foram muitas palmas.
Com certeza, um filme importante, e histórico.Do qual me orgiulho de fazer parte.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

CAMINHOS DO CINECLUBISMO




Convite para a primeira apresentação pública do filme:

CAMINHOS DO CINECLUBISMO
documentário, brasil, 2008, 110 minutos, p&b/cor

concepçãofílmica DIOMÉDIO PISKATOR

Caminhos do movimento cineclubista, que foi escola de cinema para a formação de gerações de cineastas do mundo todo e que, no Brasil, completa 80 anos de vida, graças a um grupo de amigos amantes do cinema que, em 1928, fundou o Chaplin Club, no Rio de Janeiro. De lá pra cá, o cineclubismo passou pelo brilhantismo de Paulo Emilio Salles Gomes, com o Clube de Cinema de São Paulo e, depois, a Cinemateca Brasileira; pela repressão política imposta pelos militares de plantão, nas décadas de 1960, 1970 e metade de 1980, com a perseguição, a censura e o fechamento de cineclubes. A organização política do movimento. O marasmo e o quase falecimento nos anos de 1990, enquanto organização. Já nos anos 2000, a reorganização, a revitalização das salas, a adaptação às novas tecnologias - e rumo ao grande encontro comemorativo de 2008.

22 de julho de 2008, terça-feira, às 21h30
no Espaço Unibanco de Cinema
rua Augusta, 1470 - Cerqueira César - São Paulo

roteiro e direção DIOMÉDIO PISKATOR*fotografia e câmeraTONY D'CIAMBRA*montagem e finalização GUSTAVO SOARES*produção executiva LUUANDA ARTEMIS *captação do som LEXY SOARES*finalização e mixagem de som CAIO POLESI*produtores MIHAELA REBREANU, DIOMÉDIO PISKATOR, GUSTAVO SOARES
depoimentos ADHEMAR DE OLIVEIRA, ANDRE PIERO GATTI, ANTONIO CLAUDINO DE JESUS, ANTONIO GOUVEIA JR, ASSUNÇÃO HERNANDES, CARLOS SEABRA, DIOGO GOMES DOS SANTOS, FELIPE MACEDO, FRANK FERREIRA, FREDERICO CARDOSO, GERALDO MORAES, GUIDO ARAÚJO, JEAN-CLAUDE BERNARDET, JOÃO BAPTISTA PIMENTEL NETO, JOÃO BATISTA DE ANDRADE, JOÃO LUIZ DE BRITO NETO, LUIZ ALBERTO CASSOL, RODRIGO BOUILLET, SILVIO DA-RIN, SILVIO TENDLER