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sexta-feira, 10 de julho de 2020
RESENHAS DO SUPER-INCEL
As primeiras resenhas de AS INCONCEBÍVEIS AVENTURAS DO SUPER-INCEL já saíram na mídia quadrinística. Essa revista, publicada pela Skript Editora, é uma antologia com sátiras críticas à esse comportamento errado de alguns nerds.
Leia as resenhas nos links abaixo.
UNIVERSO HQ
http://www.universohq.com/noticias/as-inconcebiveis-aventuras-do-super-incel-uma-parodia-critica-sobre-postura-toxica-na-internet/
REVISTA O GRITO
https://www.revistaogrito.com/antologia-em-quadrinhos-tira-onda-com-o-nerd-toxico/
FEEDEDIGNO
https://feededigno.com.br/quadrinhos/critica-as-inconcebiveis-aventuras-do-super-incel-e-os-cabulosos-nerds-toxicos-2020-skript/
E se você quiser comprar um exemplar, aproveite que está em promoção na AMAZON:
https://www.amazon.com.br/Inconceb%C3%ADveis-Aventuras-Super-incel-Cabulosos-T%C3%B3xicos/dp/6580276142
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sábado, 11 de fevereiro de 2017
MULHER MARAVILHA - TERRA UM
Leia no link as minhas impressões sobre o que o Grant Morrison aprontou com a princesa amazona,
MULHER MARAVILHA TERRA UM
Lançado em dezembro passado no Brasil (durante a CCXP), e que
chegou as bancas do país agora em janeiro, MULHER MARAVILHA – TERRA UM é uma
graphi novel que chega cercada de uma pequena polêmica, devido ao anunciado tom
feminista na releitura da mais personagem feminina dos quadrinhos.
Com roteiros do também polêmico Grant Morrison (Corporação
Batman), e belíssima arte de Yanick Paquette (Monstro do Pântano), a história
é, basicamente, uma grande história de origem. A trama começa com a volta da
Mulher Maravilha à Ilha Paraíso, para ser julgada por um crime: ter saído da
ilha e feito contato com o mundo dos homens. Em um “tribunal” na presença das principais
mulheres da ilha, Diana e algumas outras “testemunhas” são chamadas pra revelar
a história, em busca dos motivos e conseqüências da saída dela da ilha.
“Terra Um” é uma série de graphic produzidas pela DC, com o
intento de apresentar histórias fora da cronologia normal da editora,
geralmente fechadas, para atrair novos
leitores, ou mesmo quem não quer acompanhar sagas e mais sagas interligadas com
várias outras revistas. Nesse “selo”, os autores podem apresentar pequenas
mudanças em relação aos personagens originais.
Então, neste volume Morrison poderia ser bem mais radical nas
mudanças, mas ele manteve muito do material original, preferindo se focar em
mudanças no contexto que envolve a ilha, e o que levou as amazonas a se isolar
do mundo dos homens. Com isso, as motivações de Diana para sair da ilha acaba
sendo mera curiosidade, a qual também serve para criticar o machismo de nosso
mundo. Em tempos onde o machismo tenta cada vez mais tomar conta da sociedade,
essa visão soa polêmica para alguns. Uma grande mudança foi na forma como Diana
é apresentada, quase como uma adolescente inocente, sem grandes conhecimentos
do mundo exterior. Se por um lado isso dá uma motivação perfeita pra mover a
personagem na trama, no decorrer do gibi ela “amadurece” rápido demais. Aliás,
quanto tempo ela ficou fora de Themyscira é algo não explicado. Parece que em
cinco minutos ela já aprendeu tudo o que tinha sobre o mundo dos homens, pra
voltar planejando o que pode ser compartilhado para a igualdade de gênero.
No decorrer da trama, as motivações não apenas de Diana, mas
de outras personagens importante vão sendo revelados, e os choques culturais
entre os mundos vão “criando” a Mulher Maravilha como a heroína que conhecemos.
E todos os conceitos sobre machismo, feminismo, e até racismo, vão sendo
discutidos de forma simples e fluindo naturalmente e sem ser didáticos.
E os desenhos de Yanick Paquette são um espetáculo à parte,
com um traço belíssimo, e layouts de páginas que lembram J.H. Williams III em
“Promethea”.
Uma história até simples, mas muito bem amarrada. Talvez pode
decepcionar alguns leitores que esperarem algo mais “épico”, como muitas outras
hq’s do Morrison. Mas se você se deixar levar pela simplicidade da trama, vai
curtir.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
PREACHER
Com a estreia da série de tv baseada em PREACHER, que tal relembrar a hq? Ou, caso você nunca a tenha lido, conhecer um pouco sobre essa série. Leia meu texto aqui:
http://artecompipoca.net/preacher-critica/
E acompanhe todos os meus trabalhos seguindo este blog, e curtindo minha fanpage LEXY COMICS no Facebook: https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
O NOVO FILME DE SNOOPY & CHARLIE BROWN
Hoje vou recomendar um filme baseado em HQ.
Uma nova versão do clássico "Minduim", em um excelente filme. Leia a minha crítica aqui:
http://artecompipoca.net/snoopy-charlie-brown-peanuts-o-filme/
E não deixe de curtir LEXY COMICS no Facebook, pra ler meus quadrinhos e textos.
https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
MAYARA & ANNABELLE
Um dos gibis mais legais e divertido que li recentemente!
Leia a minha crítica aqui: http://artecompipoca.net/mayara-annabelle-critica/
E saiba mais sobre os quadrinhos que faço, e as críticas que escrevo curtindo a minha página LEXY COMICS, no Faceboook: https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
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Novidade!
Neste sábado, 30 de janeiro, estarei na entrega do Troféu Angelo Agostini, na mesa dos quadrinhos independentes, junto com grandes artistas das hq's nacionais, vendendo as minhas duas hq's. Os preços são os que estão na imagem acima, e você ainda leva autografado. Nos vemos lá!
Saiba mais na página do evento no Facebook:
E, na página oficial, tem todas as informações e a programação:
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
GUIA CULINÁRIO DO FALIDO
Quer aprender a cozinhar? Então, este é o seu guia! Bem, mais ou menos... Leia a minha resenha no site ARTE COM PIPOCA aqui: http://artecompipoca.net/guia-culinario-do-falido-critica/
GUIA CULINÁRIO DO
FALIDO
Outra HQ que adquiri e li na mesma tacada, também com
participação de Samanta Flôor, junto com outros quatro artistas. O “Guia...”
apresenta histórias em quadrinhos bem humoradas sobre uma das maiores aventuras
da humanidade: cozinhnar. Em “formatinho”, também com 30 páginas, cada artista
mostra seus dotes culinários em história cheia de nonsense, mostrando os erros
e acertos na cozinha.
Leo Finochi nos mostra como fazer macarrão, e como ocupar o
tempo enquanto ele não fica pronto pode ser perigoso e catastrófico; Marília
Bruno tenta fazer um hambúrguer, e é vítima da vingança de uma vaca; Samanta
Flôor ensina duas receitas: Craca Vegetariana, e Bolo de Caneca; Felipe 5 Horas
e um Yakimeshi Surpresa, depois um Brigadeiro de panela; Fernanda Chiella
mostra sua receita de molho, e depois se junta com Felipe em um “Mad Coxinha
Fury Road”.
Os autores usam o bom humor como tempero principal (sem
trocadilho) de suas histórias, seja mostrando como algo pode dar errado, ou
como se divertir na cozinha. Acho que, ao final da leitura, é capaz do leitor
ficar com vontade de experimentar fazer algumas das receitas ali mostradas. Mas
se o leitor não é do tipo que se dá bem com a cozinha, tudo bem. Ainda assim,
esse Guia é uma leitura divertida que vale o investimento. Bom apetit!
sábado, 19 de dezembro de 2015
CHANCE
Uma das melhores HQ's nacionais que li este ano! Leia a minha crítica no link:
CHANCE
Sabe quando você fica sabendo de uma HQ que está sendo
lançada, e mesmo sem saber muito do que se trata, sabe que deve ser bom só
pelos nomes envolvidos? Pois foi essa a sensação que tive quando soube do
lançamento de CHANCES. Já tinha visto vários trabalhos da Samanta Flôor pela
internet, e uma HQ escrita pelo Diogo Cesar chamada “A Casa ao Lado”, que me
agradou bastante. Por isso, nem pensei muito antes de comprar essa nova
história deles. E não me arependi.
Chances apresenta uma história fechada simples e divertida,
sobre três amigos (Clara, Fred, e Babi) que encontram por acaso uma moeda que
realiza “pedidos” feitos na base da aposta do “cara ou coroa”. A pessoa joga a
moeda, escolhe dois acontecimentos, e, dependendo do lado que cair, ele
acontece. Inocentemente, Clara joga a moeda da sorte, para escolher qual dos
dois amigos ela irá beijar, e sente-se compelida a beijar Babi, de acordo com a
escolha da moeda. Sem entender, mas com curiosidade, os três começam a fazer
outras apostas, e quando os resultados começam a parecer inconvenientes pra
vida deles, é que eles percebem que tem algo errado com a moeda.
Esse pode ser um resumo do começo da história, pra não dar
nenhum spoiler, já que a divertida HQ vai “crescendo”, com um acontecimento
desencadeando em outro, numa trama cheia de pequenas reviravoltas, que nem
parece que o leitor está lendo tanta coisa em apenas 30 páginas. Os personagens
são extremamente carismáticos e com suas personalidades bem desenvolvidas, sem
precisar de grandes explicações que atrapalham o ritmo da história. Pelo
contrário, em poucas páginas, o leitor já se sente como se conhecesse cada um
deles há muitas páginas...
E o traço de Samanta Flôor casa perfeitamente com a história,
dando o tom humorístico que ela pede, principalmente pela expressividade que
ela dá à cada um dos protagonistas. Em apenas um quadrinho, ela transmite toda
a emoção daquele momento da trama, e os sentimentos do personagem. Tanto pelo
seu traço quanto pelo bom uso das cores, que vai tendo uma leve mudança no decorrer
da HQ. Essa junção dos dois artistas nos proporciona uma história fluente, que
o leitor vai lendo e emergindo nela, e quando menos espera, já terminou.
Confesso que, quando terminei, fiquei com vontade de voltar à primeira página e
ler novamente.
Meus parabéns aos artistas, e à editora Polvo Rosa Books, que
lançou Chance junto com outras hq’s em formato econômico e de ótima qualidade.
E por um precinho camarada!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
BOCA DO LIXO
Leia aqui a minha resenha desta excelente HQ que homenageia uma grande era do cinema nacional.
BOCA DO LIXO
Quando se fala na Boca do Lixo do cinema de São Paulo, o que
vem à mente de quem não conhece muito da história de nosso cinema são filmes
com produção precária, e qualidade duvidosa. Mas ao estudar um pouco, ficamos
sabendo de como os cineastas da época foram verdadeiros heróis, lutando contra
os problemas pra conseguir produzir seus filmes. Era uma verdadeira luta! Era
uma época que hoje, os remanescentes lembram com carinho. E é esse mesmo
carinho que transparece em cada página de BOCA
DO LIXO, HQ produzida pela dupla Jamal Singh no roteiro, e Wendell
Cavalcanti na arte.
Primeiro, um pequeno adendo: a HQ não trata exatamente do
cinema da Boca, apesar de ele se fazer presente “em espírito”, afinal, os
personagens passeiam pelos mesmo locais que os cineastas requentavam, e passam
pelos mesmos “perrengues” que muitos deles passaram. A história serve como uma
homenagem à época e aos artistas que se estabeleceram na região da Rua do
Triunfo, na época.
Na história, três amigos, Tomé, Miguel e Caio deixam o nordeste,
para morar na famosa rua, e cada um tentar a sorte na busca pela realização de
seus sonhos profissionais. O cinema, claro, está presente nesses sonhos.
O roteiro de Jamal Singh é conciso e preciso, econômico no
texto, deixando a arte livre pra situar o leitor na história, que flui com um
ritmo suave e cativante. E a arte de Wendell Cavalcanti casa perfeitamente com
esse ritmo, além de possuir uma expressividade que transmite emoção e movimento
em cada quadro. Há também a participação de vários dos cineastas como
“figurantes” em várias cenas.
Outra característica do álbum é a história ser dividida em
capítulos, que, enquanto fazem parte da narrativa como um todo, ainda servem
como pequenas histórias auto-contidas. Isso, aliado à construção dos três personagens
fazem a história ser uma leitura das mais agradáveis.
A Revista possui 68 páginas, em formato magazine, e pra
adquirir, basta entrar em contato com os autores, através do ESTÚDIO TÔT: estudiotot@gmail.com
E acompanhe meus trabalhos com produção de quadrinhos e textos críticos curtindo LEXY COMICS no Facebook, aqui: https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
domingo, 6 de dezembro de 2015
NOITE DO LANÇAMENTO DE LEITMOTIV
Sexta feira, dia 04 de dezembro. Enquanto muitos da comunidade nerd se divertia na CCXP, uma dupla de quadrinistas comemorava s sua noite de autógrafos!
Isso mesmo! Teve noite de autógrafos de LEITMOTIV, a primeira Graphic Novel escrita por mim, e desenhada por André Oide. E foi uma noite bem divertida, no Bar do Moe, que contou até com música ao vivo. Veja algumas fotos da grande noite.
Como prometido, parte dos lucros das vendas vão pra apoiar o tratamento médico do Cadu Simões (saiba mais aqui).
E, como eu sempre digo, acompanhe meus trabalhos curtindo a minha página LEXY COMICS, no Facebook. Clique aqui. Lá você pode saber como comprar seu exemplar dos meus gibis!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
ENTREVISTAS NO FIQ 2015
Quem me acompanha já deve saber pelas redes sociais, eu estive no FIQ realizando entrevistas como vários artistas de quadrinhos, para o site ARTE COM PIPOCA. Os vídeos foram postados no nosso canal nos últimos dias, e agora reúno os três vídeos nesta postagem, pra facilitar sua busca.
Espero que gostem, apesar dos problemas com o áudio. Na próxima vez, vou me preparar pra evitar isso.
Vídeo 1:
Rodrigo Urbano (Entropias), Bruno Dinelli (Anderdogue), André Oide (Leitmotiv).
Vídeo 2:
Alex Mir (Orixás - O Dia do Silêncio), Will Tirando, Guido Moraes (Máquina Zero), Airton Marinho (Cabra D'Água).
Vídeo 3:
Felipe Parucci (Apocalipse, Por Favor), Alex Mir (Valkíria), Hugo Nanni (147), Gilmar (Mistifório), e Raphael Fernandes (Editora Draco).
Você também pode ver a minha postagem de fotos do FIQ aqui:
Ler meu texto com as minhas impressões sobre o festival, aqui: http://artecompipoca.net/fiq-2015/
E acompanhe meus quadrinhos no Facebook: https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
E, pra mais vídeos sobre quadrinhos, cinema, e cultura pop em geral, assine nosso canal: https://www.youtube.com/channel/UC0yZ1KXR5UWUdmaqxlF4LkQ
terça-feira, 24 de novembro de 2015
PARAFUSOS, ZUMBIS E MONSTROS DO ESPAÇO
Quer uma dica de uma HQ nacional super divertida? Então, leia aqui a minha resenha de PARAFUSOS, ZUMBIS E MONSTROS DO ESPAÇO:
http://artecompipoca.net/parafusos-zumbis-e-monstros-do-espaco/
PARAFUSOS, ZUMBIS E
MONSTROS DO ESPAÇO
Uma vez, um amigo me recomendou uma HQ, dizendo que era uma
das coisas mais divertidas já feitas, e que eu precisava conhecer. Um tempo
depois, eu encontrei a tal HQ à venda, e não tive dúvidas. Comprei. Lido, tive
que concordar: é realmente uma das HQ’s mais divertidas que já li. Do que estou
falando? De PARAFUSOS, ZUMBIS E MONSTROS DO ESPAÇO, de Juscelino Neco. Esse é o
primeiro quadrinho doa autor, que escreveu e desenhou, e que foi publicada pela
editora Veneta (recém premiada com o troféu HQ Mix), em 2013.
A historia mostra DOLFILANDER, um rapaz descolado e
“desligado” que sofre um acidente com uma parafusadeira elétrica, que deixa um
parafuso alojado em sua cabeça, aparentemente sem causar danos. Ele continua
levando sua vida normalmente, até que um encontro com uma bela mulher em um bar
o joga em uma aventura: ela era o resultado de uma experiência genética, e
depositou uma ninhada de ovos nos intestinos dele. Agora, Dolfilander passa a
ser “protegido” por Wilson, de “uma certa agência”, que o vigia ao mesmo tempo
que faz experiências com ele.
Essas experiências fazem com que Dolfilander passe a se ver
quase como um super herói. Afinal, as experiências deram alguns superpoderes
pra ele. E, coincidentemente, várias aventuras uma mais bizarra que a outra,
passa a acontecer em seguida na vida deles.
Sem contar muito pra não estragar a leitura, essa é a trama
básica dessa HQ divertidíssima! Juscelino Neco narra sua história sem se levar
a sério em momento algum. Mas ainda assim amarra muito bem o enredo de sua HQ, dando
a verossimilhança básica necessária pra que o leitor sinta-se imerso nela. Os
diálogos são um show à parte. Engraçados e naturais, cada piada é contada com o
timing certo, e soam exatamente como diálogos ditos no mundo real, entre amigos
em um bar, depois de altas rodadas de cerveja. Mas não se tratam de falas
engraçadinhas. Ao contrário, elas são bem estruturadas pra não parecer como
piadas forçadas. E o autor consegue isso. Esses diálogos dão a profundidade da
personalidade de cada personagem, além de movimentar a história.
Outro grande mérito dessa obra é o fato de sua história
passar por várias pequenas reviravoltas, sem perder “o fio da meada”. A trama
básica se mantém até o fim, com um plot genial ao final. O leitor até pode
esquecer de pra onde a história estava indo no meio da leitura, ou achar que
não havia um planejamento, mas quando chega no último ato, tudo se amarra, mas
ainda mantendo o bom humor da história.
Com 120 páginas em preto e branco, em formato de livro. E com
uma capa belíssima e criativa, mostrando um raio x do parafuso na cabeça do
protagonista. É o tipo de quadrinhos que merecia ser mais conhecido do público.
E, com certeza, apreciadores de boas (e malucas) histórias vai adorar!
Recomendo!
Leia mais resenhas de quadrinhos minhas em ARTE COM PIPOCA, e leia os quadrinhos que faço em LEXY COMICS.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
MINHAS IMPRESSÕES DO FIQ 2015
Leia nos link abaixo as minhas impressões sobre o FIQ 2015.
http://artecompipoca.net/fiq-2015/
FIQ 2015
Este ano, eu visitei pela primeira vez o FIQ! Um dos maiores
evento dedicado aos quadrinhos do Brasil, com convidados internacionais,
palestras, oficinas, e muitos lançamentos nacionais! Uma festa imperdível pra
todo fã da nona arte no país. O evento aconteceu de 11 a 15 de novembro, mas eu
só pude comparecer no fim de semana, 14 e 15. Vamos à minas impressões:
SÁBADO, DIA 14.
Pelo que me disseram, esse foi um dos dias mais movimentados
do evento, e o que teve mais novidades, graças à mesa da Graphic MSP, que
contou com a presença de alguns dos artistas dos álbuns lançados, e os anúncios
dos próximos volumes. A presença surpresa de Mauricio de Souza levou o público
às alturas. E, entre os anúncios das novas Graphics, estão um terceiro volume
de ASTRONAUTA, de Danilo Beyruth, e uma história solo da Mônica, que será
produzida por Bianca Pinheiro (de Bear, da Editora Nemo). Vale lembrar que o
Fiq teve o lançamento oficial da Graphic do Louco, por Rogério Coelho.
Também consegui um autógrafo com desenho feito por Jeff Smith
(Bone), mas em meu exemplar de Shazam feito por ele. E no final do dia, um bate
papo sobre quadrinhos de terror.
DOMINGO, DIA 15
No domingo, aproveitei pra gravar várias entrevistas com
alguns dos meus artistas favoritos (aguarde os vídeos em breve no nosso canal),
e assistir aos debates “Conversa em Quadrinhos” com Gail Simone (roteirista de
Birds of Prey, entre outros), que falou sobre a representação da mulher nas
HQ’s, e outra mesa sobre Quadrinhos Portugueses. E também peguei um autógrafo
de um dos meus roteiristas favoritos, Howard Chaykin.
De um modo geral, foi um evento super divertido e cheio de
atividades paralelas, daria pra ficar da abertura ao fechamento sem se cansar.
Os autores presentes eram sempre generosos e simpáticos (Vi Howard Chaykin
brincando com um fã que iria pedir autógrafo fazendo cara de espanto e dizendo
“Você de novo?”), e a organização também era de uma educação e atenção
exemplar, disponibilizando até um tradutor para o caso do fã querer conversar
um pouco na hora do autógrafo.
De todas as atrações e programação, eu só não participei das
oficinas, mas bem que gostaria de ter participado. Várias delas contavam com a
apresentação tanto de artistas nacionais quanto dos internacionais.
E, como não poderia deixar de falar sobre meu próprio
trabalho, LEITMOTIV estava lá, na
mesa 56, com o desenhista André Oide. Mas eu aparecia por lá frequentemente, e
pude autografar dois exemplares. Meu muito obrigado à todos que compraram um
exemplar da HQ.
Agora, nos próximos dias, você lerá algumas resenhas de
quadrinhos que adquiri no evento, além dos vídeos no canal.
E até o próximo evento!
----------------------
E aguarde pelos vídeos que fiz por lá!
Tá no Facebook? Então, curta as páginas LEXY COMICS e ARTE COM PIPOCA.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
LEITMOTIV NO FIQ
Você vai estar no FIQ? Então, passe na mesa nº56, na área dos artistas, e adquira seu exemplar de LEITMOTIV. O desenhista André Oide estará lá desde o dia 11 vendendo e autografando. Se tudo der certo, eu vou estar lá no sábado e domingo. Talvez na sexta à noite.
Aproveite também pra conhecer os outros quadrinhos do André, que são bem legais!
https://www.facebook.com/InsulinaComics
Não sabe ainda do que se trata LEITMOTIV? então, leia a resenha no site "Arte com Pipoca", clicando aqui: http://artecompipoca.net/leitmotiv-resenha/
LEITMOTIV
Mais uma HQ de LEXY SOARES saindo do forno! Trata-se de
LEITMOTIV, uma tragicomédia em edição única, com desenhos de ANDRÉ OIDE.
A revista acompanha de três personagens distintos, mas com
semelhanças em suas trajetórias: um roteirista, uma atendente de um posto de
gasolina, e um mendigo. Cada um deles vive seu “leitmotiv” pessoal, mas em
busca de algo mais, algo que modifique suas vidas. O roteirista está em crise
criativa, a frentista é secretamente apaixonada por seu patrão, e o mendigo
filosofa enquanto bebe álcool combustível. As histórias de cada um segue em
paralelo, até que o acaso faz com que eles se cruzem.
Este é o segundo álbum em quadrinhos de Lexy Soares, que
recentemente publicou “Vida de Inspetor de Alunos”, e os desenhos são de André
Oide, que já desenhou as HQ’s “O Cosmonauta” e “Meta_programa”. Leitmotiv é o
primeiro trabalho conjunto dos dois autores.
A história possui como inspiração filmes como os dos Irmãos
Cohen, que sempre misturam drama com cenas de humor. Enquanto o traço de Oide
possui um estilo próprio, com influência tanto de artistas mais undergrounds
quanto dos mais “mainstrean”, e com uma bela composição de luz e sombras, e uma
preocupação com os detalhes do desenho.
A revista possui 48 páginas, com arte em preto e branco, e
pode ser comprada diretamente com os autores. O preço de capa é R$15.00, e pelo
correio, R$25.00.
E, para quem for na FIQ deste ano, a revista estará a venda
na mesa de André Oide, onde você poderá adquirir um exemplar autografado!
Contatos:
Quer ler mais quadrinhos meus? Curta a minha página no Facebook:
https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
E se você não vai poder ir no FIQ, pode comprar LEITMOTIV na loja GIBITERIA, em Pinheiros/SP: https://www.facebook.com/gibiteria
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
REVISTA ILUSTRACON
Que tal uma revista sobre o mundo da ilustração, com dicas e entrevistas?
Conheça a revista ILUSTRACON.
REVISTA ILUSTRACON
Uma revista dedicada ao universo da ilustração e afins, com
dicas e entrevistas com artistas do meio. Essa é a REVISTA ILUSTRACON, editada
por Rice Araújo, ilustrador e cartunista com anos de experiência. A revista é o
resultado do 1º Ilustracon, um congresso virtual que contou com palestras de
vários ilustradores, quadrinhistas, designers e outros profissionais da área,
em 2014. Quem se inscreveu pôde assistir à essa palestras no site do evento, e
agora, grande parte do material vai ser disponibilizada através dessa revista,
que também será virtual.
Neste primeiro número, há um bate papo com Thiago Hoisel,
além das sessões que serão fixas na revista: galeria com vários outros autores,
e links pra sites, blogs e páginas de artistas e outros interesses para os
profissionais da ilustração.
Para quem está começando no meio, os bate papos são feitos da
forma direta, e com linguagem simples, como numa conversa com algum amigo,
mesmo. E a diagramação é belíssima, com vários trabalho do entrevistado
enfeitando as páginas. E os asuntos abordados na entrevista dão ao leitor
preciosas dicas profissionais.
A revista será mensal, e pode ser baixada gratuitamente no
site da Ilustracon. O número 1 foi lançado na última semana de outubro. Quer
conhecer essa revista? Basta clicar no link abaixo: http://www.ilustracon.com.br/ A proposta é que a revista traga sempre dicas para
profissionais e interessados no segmento artístico.
Conheça também a fanpage do Ilustracon:
https://www.facebook.com/ilustraconE curta a minha página, pra ler meus textos e quadrinhos:
https://www.facebook.com/LexyQuadrinhos
sábado, 31 de outubro de 2015
STAR WARS (HQ) # 001
Está empolgado para o lançamento do novo Star Wars? Já leu a nova HQ da saga? Leia aqui a minha resenha do nº 1 da revista, lançada no Brasil pela Panini Comics:
STAR WARS
Não sou um grande entendido do chamado “Universo Expandido”
de Star Wars, apesar de ter conhecimento de alguns livros e hq’s. Mas apenas li
um ou outro quadrinho, mais nada. Nem sou muito fã de universos expandidos,
mesmo das minhas séries e filmes favoritos (E claro que sou fã de Star Wars!).
Mas alguma coisa na força me fazia sentir que eu devia comprar a nova HQ STAR
WARS, da Marvel. Talvez seja o fato de eu ter me tornado fã do trabalho do
roteirista Jason Aaron desde que li Escalpo, que ele criou para o selo Vertigo
da DC, que foi uma das séries mais bem escritas que tive o prazer de ler. E com
desenhos de John Cassaday, de Planetary? Nem pensei duas vezes!
Bem, primeiro, o leitor de primeira viagem precisa saber que
não é necessário nenhum conhecimento prévio do universo expandido de Star Wars
para curtir esta HQ. Ao contrário, ela faz parte de uma espécie de “reboot”
desse universo, como forma da Disney de preparar os fãs (e a industria de
marchandising) para o lançamento dos novos filmes da franquia. Assim, eles
recomeçaram muitas histórias, e mesmo aquelas que eram consideradas cânone, e
seguiam uma certa cronologia, foram desconsideradas. Mas mesmo sem saber disso,
é possível ler esta HQ tranquilamente. Afinal, logo em sua primeira edição,
fica claro que ela é apenas uma história descompromissada passada dentro desse
universo.
Mas que história! Claro que, tendo lido apenas a primeira
edição, pode parecer exagero elogiar muito, mas Jason Aaron consegue emular
muito do estilo dos filmes clássicos nas poucas páginas desse capítulo. Passada
imediatamente após “Uma Nova Esperança”, Luke e Cia. estão começando a se
preparar pra uma nova investida contra o império, enquanto Dath Vader está se
reerguendo, após a destruição da Estrela da Morte. Disfarçados como
comerciantes, os rebeldes vão até um dos planetas controlados pelo Império para
libertar escravos, é quando Vade chega ao loca, e tem seu primeiro encontro
cara a cara com Luke Skywalker.
Como eu disse antes, Aaron conta uma história com o mesmo
clima dos filmes, com um início calmo, muita movimentação, e a perfeita
interação ente os personagens. Ouso dizer que, de todas as hq’s baseadas em
filmes ou séries que já li, esta foi uma das que mais se aproximou da origem,
seja no ritmo da história, nas caracterização dos personagens, e até mesmo nos
diálogos. Mesmo quando um diálogo aparece “em off”, com o personagem fora do
quadro, o leitor já o identifica pelo modo como ele fala. Um ótimo trabalho do
escritor.
E quanto aos desenhos de John Cassaday? Elogiá-lo é chover no
molhado. Com um traço realista sem ser fotográfico, ele mantém todo o dinamismo
que uma HQ necessita. Seu estilo é simples, belo, com um grau de realismo
natural, sem aparentar frieza como o de outros desenhistas com traço
realístico. Quem não o conhece, basta ver qualquer edição de Planetary, pra
conferir.
STAR WARS é uma revista mensal da Panini Comics, e faz parte
de uma série de hq’ mensais do universo Star Wars que a editora colocará nas
bancas. E vale a pena pra todo fã da saga galáctica!
-------------------
E, sobre a minha revista VIDA DE INSPETOR DE ALUNOS, agora estou com uma parceria pra vendas, através do site PROFACI, no seguinte link:
E, pra ler outros trabalhos meus, curta a minha página no Facebook:
sábado, 8 de agosto de 2015
TURMA DA MÔNICA: LIÇÕES
TUMA DA MÔNICA- LIÇÕES
Quando resenhei TURMA DA MÔNICA – LAÇOS, e li outras
resenhas, confesso que senti que, embora tenha me divertido muito lendo (quem
não se divertiu? A HQ é simplesmente maravilhosa!), acho que perdi parte da
grande diversão da história, que é a maior referência dela, citado por muitos,
o filme “Os Goonies”, que nunca assisti (Ok, pretendo ver o filme em breve,
prometo). Talvez por isso, minha identificação com a trama tenha sido “menor”
que a de muitos.
O mesmo não aconteceu com a leitura de LIÇÕES. Muito do que
está na nova HQ fez parte da minha infância. A começar por não fazer a lição de
casa. Eu odiava. Sempre esquecia. Fazia na aula, entes da professora entrar na
sala. Em casa, pode esquecer.
E é assim que começa a trama de “Lições”, com a turminha
esquecendo de fazer a lição de casa. Eles decidem fugir da escola, e enganar
tanto os professores quanto seus pais. Mas algo dá errado. Na hora de pular o
muro, a Mônica cai e quebra o braço. Os pais são chamados, e cada um deles
recebe um tipo diferente de castigo, alguma atividade pra fazer, e ficam
proibidos de se verem por alguns dias. Agora, cada um deles passa os dias
refletindo sobre seus erros, mas da forma inocente das crianças. E o Cebolinha,
como não podia deixar de ser, tenta bolar um novo plano infalível pra passar
por cima da ordem dos pais.
Outros momentos que me tocaram foram o Cebolinha tendo que
enfrentar a turma de um valentão da escola (se bem que, no meu caso, quando
mexiam comigo eu já partia pra porrada), que faz uma citação ao filme De Volta
para o Futuro, e as cenas da Mônica na nova escola, tendo dificuldade pra fazer
novos amigos (isso me aconteceu, e eu levei muito tempo pra “me recuperar”).
Mas acredito que a sensibilidade dos Cafaggi vai além de referências
nostálgicas, e qualquer um pode curtir a aventura, independente de ter vivido
algo parecido ou não.
As gags de cada personagem estão mais soltas que no primeiro
álbum, mostrando um amadurecimento dos autores no tratamento dos personagens. E
as apresentações de novos personagens acontece de forma natural, bem inserida
no andamento da trama. É como se eles tivessem criado um novo universo da
turminha, com suas características próprias. Com o “estilo Cafaggi”.
O interessante dessa nova empreitada dos irmãos Vitor e Lu
Cafaggi é como eles usam o mesmo estilo do álbum anterior pra contar uma
história nova. Não é necessário ter lido o anterior pra entender este. Além da
situação nova, o formato da história é outro. Aqui não temos a turminha
percorrendo junta o enredo, mas cada um deles segue sua trajetória separado
pelas circunstâncias. É como se acompanhássemos quatro histórias paralelas,
cada qual com suas pecualiaridades. E todas elas apaixonantes. Assim como cada
personagem possui sua própria HQ solo, em Lições, quando eles se separam pra
cada um ter sua trajetória, é como se o leitor estivesse acompanhando cada um
de seus gibis, mas ao mesmo tempo. Mas ainda assim, não destoa do conjunto.
Cada momento é bem amarrado na trama geral.
As Graphic MSP’s estão de parabéns! Cada vez melhores, e
merecidamente cativando o coração de leitores. Após concluir a leitura de Lições,
tenho certeza que você ficará com vontade de ler mais continuações das
aventuras da turminha feitas pelos irmãos Cafaggi. Vamos torcer por isso!
domingo, 14 de junho de 2015
O LIVRO DE OURO DE HAGAR, O HORRÍVEL
HAGAR, O HORRÍVEL
Se existe um personagem de humor que parece que nunca vai
deixar de ser atual, esse personagem com certeza é o Hagar. O Viking criado por
Dik Browne em 1973 vem fazendo os leitores rir em vários países desde então.
Satirizando a cultura viking, mas principalmente traçando paralelos com o
cotidiano atual, Browne criava sacadas geniais com Hagar e seus coadjuvantes.
A editora Pixel acaba de lançar uma edição especial “O LIVRO
DE OURO DO HAGAR, O HORRÍVEL”, nos mesmos moldes do Livro de Ouro do Recruta
Zero. Uma coletânea das primeiras tiras produzidas por seu criador. Custando apenas R$19,90, o álbum pode ser
encontrado em bancas de jornais e lojas de quadrinhos. E, pra quem gosta de
humor, é uma edição imperdível!
O livro não publica as tiras na ordem cronológica (o que
seria bem mais legal, valorizando o trabalho “histórico” da edição), mas contém
tiras apenas dos anos 70, principalmente dos primeiros anos delas. E também há
uma divisão temática. Há as tiras estrelada por Hagar, depois as que mostram
sua vida familiar, tiras onde o foco é seu “primeiro oficial” Eddie Sortudo,
seu cachorro, e assim por diante, em suas 130 páginas.
As tiras do Hagar são de um humor simples, sutil, mas
inteligente. Se apoiam tanto na construção de cada personagem quanto nas
situações diversas do dia a dia pelo qual eles passam, seja o cotidiano dos
vikings quanto o nosso atual, “disfarçado” como naquela época. Não seria
exagero dizer que eles foram grande fonte de inspiração para os Simpsons, tanto
no estilo dos personagens (Hagar e Helga são muito semelhantes a Homer e
Marge), quando nas pequenas sátiras sociais, e mesmo no estilo cômico das
histórias. Lembro até de um episódio dos Simpsons em que Bart reclama que sua
mãe não o deixa ler Hagar, e Marge diz que acha sem graça.
Aliás, sobre a vida familiar, os “conflitos” entre Helga e
Hagar geram as melhores tiras e histórias. Forte e determinada sem ser pedante,
ela não é criada no clichê da esposa rabugenta, mas sim como o braço forte da
família, que cuida pra que tudo fique em ordem, principalmente dentro de casa.
Claro que não faltam piadas com as pequenas brigas de casal, com os hábitos
grossos de Hagar, e as diferenças entre homens e mulheres em uma relação.
Os filhos do casal são também uma atração à parte. Indo
contra o que se espera tradicionalmente dos gêneros, Hamlet, o menino, é
sensível e contra a violência, enquanto Honi, a filha mais velha, tem o ímpeto
de uma guerreira, embora esteja sempre procurando um marido (e os pretendentes
nunca são tão fortes quanto ela, diga-se de passagem).
Com isso, e outros elementos, as tiras dos personagens
agradam a todo tipo de leitores. E esta edição da Pixel, apesar de simples é
bem agradável, contendo também um texto de Otacílio d’Assunção sobre a origem e
criação do personagem.
Se você quer rir muito, compre esta edição, seja você um
viking ou não.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
O DESPERTAR
O DESPERTAR
O DESPERTAR é, sem dúvida, a melhor história escrita por Scott Snyder até o momento! É raro os
escritores (de qualquer mídia que seja) que conseguem criar uma história que
mude de gênero na metade, e mantenha a coerência. E Snyder conseguiu. Além de o
ter feito em uma trama que prede o leitor até a última página. Mini série em 10
edições (aqui publicada pela Panini em dois volumes encadernados), a primeira
parte é uma história de terror, enquanto a segunda é uma Ficção Cinetífica com
ares pós-apocalipticos. Com 200 anos de distância entre as duas partes, elas se
ligam em pontos chave dos mistérios de ambas, de forma fascinante, embora nem
todo leitor possa achar agradável.
A primeira parte é
uma mistura de FC com terror, na melhor linha do primeiro filme “Alien”, com um
pouco de “O Segredo do Abismo”. Aliás, ligá-la com filmes é a melhor forma de
descrever essa HQ. Afinal, o ritmo narrativo é bastante cinematográfico, seja
no ritmo com a trama flui, seja no fato de ela ser contada sem recordatórios de
narração. A história começa com a Dra.
Lee Archer, uma bióloga marinha especializada no canto das baleias. Ela é
recrutada pra fazer parte de uma equipe pra investigar sons misteriosos vindo
do fundo do oceano. Quando chega na base onde irá trabalhar, ela toma contato
com estranhas criaturas que parecem híbridas de peixes com humanoides, e por
isso acabam sendo chamados de “sereios”. Esses seres segregam uma toxina que
causam alucinações, e aparentemente, estão começando um ataque aos habitantes
da superfície.
Intercaladas com cenas aparentemente sem conexão com a trama
principal, a história é a típica “nós contra criaturas desconhecidas”, com a
equipe lutando pra sobreviver às criaturas, ao mesmo tempo em que precisam
aprender a juntar forças (tem até os clichês de grupo de personagens com o
líder natural, o cabeça dura, o mais esperto, etc.), além de descobrir o que
são essas criaturas e o que elas querem.
Na segunda parte,
duzentos anos se passaram. O ataque dos sereios na primeira parte fez com que o
nível dos oceanos subisse, inundando grande parte do globo. A humanidade vive
em construções feitas acima do nível do mar. Há pouca água doce potável no
planeta. E a sociedade se estruturou em novos “governos”, sendo que o que
restou dos EUA é dominado pela governadora.
Nesse cenário, vive Leeward.
Vivendo nos guetos dessa nova sociedade, ela sobrevive caçando sereios, e
vendendo as cabeças pra quem usa o veneno deles pra vender como “consumo
recreativo”. Ela é obcecada em usar um antigo rádio pra captar sons das
profundezas, do que antigamente eram os EUA. Um dia, ela capta o sinal do que
pode ser a Dra. Archer, de duzentos anos antes. Enquanto tenta ir atrás da
fonte do sinal, ela passa a ser perseguida pelos soldados da Governadora. Juntando-se
á um grupo de piratas, ela continua ua busca, que pode trazer também os
segredos dos sereios, e fatos desconhecidos da história da humanidade.
Esta segunda parte é tão diferente da primeira, que muitos
leitores reclamaram, achando que ela não é tão boa quando a primeira. De fato,
se não fossem os sereios, poderíamos considerar como sendo outra HQ distinta.
Além de mudar o cenário da trama, Snyder também altera o estilo narrativo,
adequando-o ao clima da história, meio “Mad Max na água”. Mas, fora isso, a
trama é tão cativante quando a anterior. Se o roteirista tem algum problema, é
apenas o fato de todas as informações sobre os mistérios dos sereios serem
despejados de uma vez para o leitor nos momentos finais. Além de ser muita
informação pra ser assimilada de uma vez, ela quebra o ritmo da leitura. É como
se toda a construção da história de repente caísse de uma vez, pra dar lugar às
explicações. Fora isso, continuo a achar que este é o melhor trabalho dele até
o momento.
E quanto à arte de Sean
Murphy, ele dispensa apresentações. Com seu estilo peculiar, mas bastante
expressivo, aqui ele apresenta um estilo mais solto, em várias páginas
parecendo mais “limpo” que o seu usual. Aliás, comparando com outros trabalhos
do artista, muito do ritmo fluente da narrativa se deve ao seu traço.
De modo geral, essa HQ pode não ser nenhuma revolução do
gênero, mas ao apresentar uma história inteligente e bem amarrada, ela se torna
um bom exemplo de FC em quadrinhos, e uma das melhores publicações do primeiro
semestre deste ano.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
ENTREVISTA COM WILL
Assista no link uma entrevista com WILL, criador do detetive do absurdo Demetrius Dante.
http://artecompipoca.net/entrevista-com-will-e-a-galera-da-revista-demetrius-dante/
terça-feira, 21 de abril de 2015
A ÚLTIMA BAILARINA
A ÚLTIMA BAILARINA
Uma inocente bailarina, um urso
de pelúcia desbocado, e um unicórnio. Consegue imaginar uma HQ estrelada por um
trio desses? E se eles tiverem que tentar sobreviver durante um apocalipse
zumbi? Bem esse é o plot da divertida HQ A ÚLTIMA BAILARINA, escrita e
desenhada por Guilherme de Souza.
A história começa “já começada”,
com o mundo já infestado por zumbis, e Laurita em casa, tendo apena Fifo, o
ursinho pra protegê-la. Presos em casa, eles encontram Léo, um Unicórnio que se
escondeu em sua casa, pra fugir dos zumbis. Juntos, eles protagonizam ótimos
diálogos engraçados enquanto passam pelas agruras de manter os zumbis fora da
casa.
Mas se engana quem se deixar
levar pelo traço limpo e os personagens aparentemente fofos, e achar que se
essa HQ é voltada para um público infanto juvenil. Ao contrário, esta é
definitivamente uma HQ pra adultos, e como tal, cheia de piadas politicamente
incorretas, e muito engraçadas. As diferenças entre Fifo, o ursinho e Léo, o unicórnio,
geram ótimas gags. Mesmo que possam parecer ofensivas por seu teor homofóbico,
elas fazem parte do personagem Fifo, e são feitas de forma simples e casuais.
Mesmo assim, a construção das piadas, o timming das cenas, geram boas risadas.
Quanto ao tema zumbi, mesmo que
hoje em dia pareça saturado, Guilherme de Souza nos brinda com uma história que
consegue fugir um pouco dos clichês, ao focar nos personagens dentro de casa. O
que acontece lá fora, a “infestação” zumbis, e o quanto da cidade sobreviveu ou
está lutando não importa aqui, só nosso trio. Esse aspecto é mais um dos pontos
positivos da HQ.
E o “formato” narrativo escolhido
pelo autor também é uma boa sacada, com cada página representando uma piada.
Como nas tiras publicadas na internet, com cada página sendo postada por vez,
como se cada uma fosse um capítulo. Funciona como mini “sketches”, ao mesmo
tempo em que a ligação entre cada uma delas forma o conjunto da trama toda.
Tudo isso embalado em um belo
traço, que remete às animações. O que deixa ainda mais divertida a leitura,
pelo contraste com o teor adulto dela. Também digno de nota é a edição
caprichada, com qualidade que não deixa nada a dever ás publicações de grandes
editoras. Com 52 páginas cloridas, e publicada em formato magazine, a edição
foi lançada em 2014, e é mais uma da leva de lançamentos nacionais que estão
saindo, felizmente. Vale uma conferida!
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