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domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
NAÇÃO FORA DA LEI
Uma grande história de violência no coração da América. Leia sobre esta saga aqui:
NAÇÃO FORA DA LEI
Uma das melhores publicações
lançadas no Brasil no ano passado, NAÇÃO FORA DA LEI, recentemente publicada
aqui no Brasil pela Gal Editora é uma das histórias mais estranhas e ao mesmo
tempo mais legais escritas por Jamie Delano. Um show de personagens muito bem
caracterizados, cenas com o suspense e um absurdo humor negro dosadas na medida
certa, violência explícita, ótimos diálogos, enfim, tudo o que se espera de uma
boa história que prende o leitor está aqui. Mais conhecido no Brasil por ter
escrito as primeiras edições da revista Hellblazer, onde vive o bruxo inglês
John Constantine, ele já teve outros trabalhos publicados em nosso país, mas é
mais lembrado pelas histórias do mago.
Este NAÇÃO FORA DA LEI é uma das
obras que ele publicou no selo Vertigo, da DC Comics, mas depois foi
republicada por outra editora. A revista, que possuiu 19 edições publicadas lá
fora, não era pra ser uma mini-série, mas uma serie mensal nos moldes de
Preacher, 100 Balas, e outras do selo. Mas a editora resolveu cancelar a
revista, e ficaram apenas essas edições. Talvez, o motivo do cancelamento seja
o estilo que Delano aplicou na história. Em entrevistas, ele deixou claro que
sua proposta foi não ter um “grande objetivo” com a revista, e sim, ir
escrevendo conforme sentisse vontade, deixando a própria história se levar.
Lendo, passa a impressão de que realmente falta algo, e que esse estilo é um
pouco estranho. Demora-se um pouco pra apreciar essa “esquisitice” como sendo o
estilo da saga. Mas depois de se familiarizar com isso, é que o leitor passa a
viver no mesmo mundo dos personagens. Um mundo sujo e pervertido, uma América
que ainda vive sob os mesmos valores retrógrados de uma sociedade que parece
ainda estar no velho oeste.
A história começa mostrando STORY
JOHNSON, um escritor que se perdeu no Vietnã, durante a guerra. Anos depois,
ele reaparece nos EUA, desmemoriado, e em busca de algo. Esse algo é o mote da
história, que o leitor vai descobrindo aos poucos. A única coisa que ele faz é
procurar por sua família. Essa família é composta de vários membros que,
aparentemente, são imortais. E além disso, vários integrantes estão sendo
mortos. Ao mesmo tempo, seu irmão, que achava que ele havia morrido na guerra,
quer encontrá-lo e matá-lo.
Acrescente a isso personagens que
podem ter saído dos livros escritos por Story, ou que inspiraram ele, e uma
conspiração que envolve os poderes americanos, e uma violência explícita cheia
de realismo e sadismo, e com um toque de humor negro à la Preacher, e você terá
a ideia exata de como é esta HQ.
Aliás, falando em Preacher, em
muitos momentos, ela lembra a obra de Garth Ennis. À primeira vista, parece que
é só uma “ilusão” causada pelo fato de ambas terem um jeito “Road movie” de
contar a história, mas NAÇÃO também é carregada no humor negro. E o próprio
estilo de criar diálogos está bem “solto” e natural, lembrando muito pouco o
Delano da época do Hellblazer. Mas esse “novo” Delano não é nem um pouco ruim,
pelo contrário. Ele consegue se sair muito bem nessa experimentação,
apresentando um trabalho que consegue superar muitos escritores do selo
Vertigo.
O único “defeito” que encontrei
enquanto lia, que nem é um defeito, mas faz parte desse estilo de
experimentação, é a “lacuna” entre uma edição e outra. Para quem entende de
dramaturgia, isso é a chamada “elipse”, o espaço de tempo entre um momento e
outro da narrativa, onde não é mostrado o que acontece, mas o leito supõe o que
ouve por motivos até meio óbvios. Pois o escritor faz com que, entre uma edição
e outra, pareça que perdemos muito dos acontecimentos. No começo, é estranho.
Quando se lê a edição seguinte, parece que “pulamos” algum capítulo. Confesso
que demorei pra entender esse recurso. Mas quando entendi, passei a gostar.
Deixa a HQ com uma “cara” de seriado de TV.
E quanto aos desenhos? Quem
conhece a dupla Goran Parlov e Goran Sudzuka das histórias do Justiceiro Max, e
Y – O Último Homem sabe que ambos são competentes, e tem um belo traço. Neste
trabalho, mais antigo que os citados, eles estão bem parecidos um com o outro.
O traço realista, mas limpo, e com um domínio perfeito da narrativa consegue
fazer o leitor penetrar dentro do clima da história. E quando digo clima, estou
dizendo o calor que o meio oeste americano deve possuir. Sim, você se sente
como se estivesse realmente por lá.
E o lançamento no Brasil contou
com a presença do autor, que esteve dando autógrafos e palestrando durante a
Fest Comix do ano passado. Eu estive lá, e garanti meu exemplar autografado. A
edição da Gal possui 11 capítulos do original, e o próximo terá os 8 restantes.
Mas apesar de a história ser toda em sequência, como uma mini-série, o fim da
primeira edição passa a impressão de fechar um “arco” da saga. Agora, é
aguardar a conclusão da série, com o livro RUMO AO INFERNO, que será lançado em
breve.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
O INESCRITO & SWEET TOOTH
Quando a Panini lançou as primeira edições dos encadernados "O Inescrito", e "Sweet Tooth", eu as li, e resenhei aqui:
O INESCRITO & SWEET TOOTH
Analisando os primeiros volumes
das novas apostas da Vertigo da Panini no Brasil.
Com o fim de Y – O ÚLTIMO HOMEM,
e EX-MACHINA, a Panini Comics escolheu
para substituí-las duas sereis do selo Vertigo pra dar continuidade às sereis
de encadernados pra bancas. Tarefa difícil, visto que as sereis terminadas eram excelentes
histórias, cheias de criatividade e muito bem escritas. Pra substituição, não
podem ser quaisquer coisas.
Nas edições 34 e 35 da revista
mensal Vertigo a editora encartou duas ediõçes fac-símile em “formatinho”
contendo trechos das edições nº 1 de cada uma delas. Minhas impressões
iniciais, antes de ler (tanto esses fac-símiles quanto aos encadernados) eram
de que SWEET TOOTH seria ótimo, e O INESCRITO não seria grande coisa. Nunca
gostei de Mike Carey, o autor de O INESCRITO. Mas, ao ler, aconteceu justamente
o contrário. Gostei bastante do trabalho do Carey, e achei o do Jeff Lemire
apenas bom. Bem, vamos analisar cada uma delas:
O INESCRITO
Talvez esta seja a primeira HQ a
retratar o “mundo editorial” tal qual ele se tornou depois do fenômeno Harry
Potter, onde não apenas o bruxinho, mas cada livro precisa se tornar um beste
seller que todos estão lendo ou odiando quem lê. Neste mundo, o maior fenômeno
literário sãoa s aventuras do bruxinho “Tommy Taylor”. Seu autor, Wilson
Taylor, desapareceu misteriosamente. Os fãs do livro são um culto maior que os
de fãs de Tolkien, e esperam que o autor volte para escrever um novo livro do
personagem. Tom Taylor, filho do autor,
vie em convenções, dando entrevistas e autógrafos. Um dia, uma estudante
pergunta se ele realmente é o filho de Wilson Taylor, ou um farsante. Apesar de
saber quem ele realmente é, começam a aparecer provas de que tudo pode ser uma
farsa. Mas em tempos de internet, onde uma mentira pode se tornar uma verdade
apenas pela quantidade de pessoas que acreditam nela (ou postam, curtem,
compartilham, ...), como fugir da repercussão disso? Agora, Tom precisa provar
que não é um farsante, ao mesmo tempo em que procura por seu pai. Mas, no
fundo, ele só queria ficar em paz.
Mike Carey nunca foi um dos meus
escritores favoritos. Tudo o que eu li dele pecava por falta de originalidade.
Em Hellblazer, por exemplo, parecia que ele havia lido tudo o que foi publicado
anteriormente, e feito uma releitura. Chatíssimo. Em outras obras, ele parece
imitar o estilo de Neil Gaiman. Neste O INESCRITO, ele parece seguir por esse
caminho. Muito do ritmo lembra Neil Gaiman. Há até, na última história do
encadernado uma história que mostra o escritor Rudyard Kipling envolvido em uma
conspiração que lembra muito as histórias de Sandman, quando Gaiman inseria
alguma personalidade real, ou recriava alguma história mitológica na sua saga.
Mas apesar desse meu “preconceito” contra Mike Carey, gostei bastante da
leitura deste encadernado. Ele possui um bom ritmo, a história não cai em
momento algum, e tem um clima de suspense bem trabalhado.
No decorrer da história, vão
acontecendo coisas que mostram que realidade e ficção podem não ser coisas
separadas, e o autor sabe misturar isso muito bem, sem fazer com que a história
perca seu “pé no chão”. Aliás, esse é o grande diferencial, na minha opinião, e
o que faz desta uma ótima revista: ela é baseada em nosso mundo. Um mundo com
internet, fofocas inventadas por jornalistas ruins, fãs de livros que vivem
como se estivessem dentro das histórias, etc. Se você for um leitor que não
entende porque seu amigo nerd fica indo em tudo quanto é evento fazendo
“cosplay”, vai se identificar imediatamente com o mundo em que Tom Taylor vive.
E o traço de Peter Gross não é
belo, mas é competente na diagramação, composição das páginas, e dá o clima
exato de seriedade e escapismo que a história existe.
SWEET TOOTH
A premissa básica deste SWEET
TOOTH já me conquistou antes mesmo de eu começar a ler. Quando li as primeiras
reportagens a respeito, já sabia que acabaria colecionando. Mas, ao ler, não me
empolguei tanto quanto achei que iria. A revista conta a história de um mundo
onde “O Flagelo” devastou quase toda a humanidade. Isso fez com que as crianças
híbridas de humanos e animais nascessem. Essas crianças são caçadas, pois são
consideradas valiosas. Uma dessas crianças é Gus, de 7 anos, que vivia sozinho
com seu pai, até que ele morreu. Agora, ele está sozinho no mundo. Até que
surge Jepperd, um homem misterioso e bruto. Ele promete levar Gus até um lugar
chamado de “Reserva”. Pelo caminho, os
dois podem acaber se tornando amigos; ou Gus pode se tornar um ser violento
como Jepperd; ou Jepperd pode se deixar levar pela inocência de Gus.
Essa história parece ter o estilo
clássico dos contos de fadas, mas transposta para a realidade dos dias de hoje,
mas em um ambiente pós-apocaliptico. Jeff Lemire, que também escreve vários
títulos da “linha Dark” da DC, escreve e desenha esta obra singela. Em alguns
momentos durante a leitura, eu, como órfão de “Y – o Último Homem” achava que
estava lendo uma história que se passa no mesmo universo, por mostrar os dois
personagens em uma jornada pelo mundo devastado. Mas o estilo de Jeff Lemire é
bem diferente de Brian K. Vaughan. Principalmente no ritmo que ele conduz a
história. Em algumas páginas, tudo parece ser muito rápido. Você vira as
páginas numa velocidade, e termina todo o encadernado em questão de minutos. Fiquei
com a impressão de que falta mais tempo pra que o leitor se identifique com os
personagens antes que a história realmente passe pra ação. Mas dependendo de
como os próximos encadernados forem construídos, isso pode ser uma
característica boa.Faz com que a história não fique “enrolando” o leitor.
O traço de Lemire não é do tipo
que agrada qualquer leitor. Já vi alguns leitores dizendo que não gostaram
muito do estilo dele, que foge da tradicional busca pelo realismo de muitos
artistas. Pelo contrário, o traço dele é “expressionista”. Torto, estranho à
primeira vista, distorce os personagens em algumas cenas, mas possui uma força
nas caracterizações de gestos e emoções que poucos desenhistas possuem.
RESUMINDO
As duas obras não tem o mesmo
potencial de se tornarem “clássicos”como Y e Ex-Machina foram para muitos
leitores, mas ainda assim, são duas boas leituras. Eu, particularmente, apesar
de ter achado que a leitura de O INESCRITO tenha sido melhor, vou apostar em
colecionar SWEET TOOTH. Além de não confiar totalmente em Mike Carey, a obra de
Jeff Lemire tema vantagem de já ter se encerrado nos EUA, em poucos
encadernados.
Mas essa é a minha opinião. Ao
leitor que optar por qualquer uma delas, vai estar adquirindo uma ótima
leitura.
terça-feira, 6 de maio de 2014
EU, DURANTE A COPA
Só espero que nenhuma anta ache que esta HQ é coxinha.
Nada de "não vai ter Copa", aqui. Eu apenas não gosto de futebol. Só isso. E respeito quem gosta.
Nada de "não vai ter Copa", aqui. Eu apenas não gosto de futebol. Só isso. E respeito quem gosta.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
KM BLUES
Leia no link abaixo meu texto sobre KM BLUES, do Daniel Esteves (Nanquim Descartável). Uma ótima HQ imperdível pra quem gosta de boas histórias.
KM BLUES
Há um show da Legião Urbana, onde
o vocalista Renato Russo diz algo como “As pessoas esperam que eu lhes mostre
as respostas. Mas eu nem sei quais são as perguntas.” Em KM BLUES, de Daniel
Esteves, Wanderson e Wagner de Souza, parece que o personagem principal está
passando por esse mesmo “dilema”.
A hq, uma das obras contempladas
pelo PROAC de quadrinhos do estado de SP, conta
a história de Flavio, que está em busca de respostas, e de uma nova
perspectiva pra sua vida. O fio condutor da narrativa é ele em seu carro, na
companhia espiritual do cantor Cartola. Aliás, a “trilha sonora” dessa história
são as músicas do sambista. Quem conhecer as músicas mencionadas nos títulos
dos capítulos, e em trechos da história, com certeza vai ter mais um motivo pra
curtir.
Flávio quer recomeçar sua vida do
zero. Ele pede demissão do emprego, se separa da mulher, e vai embora. Pra
cidade onde cresceu. Refazer as pazes com o passado. Com seu antigo amor. Com
seu pai, com quem teve uma desavença grave. Com amigos de banda. E, no caminho,
conversando com Cartola.
São tantos pormenores, que cada
um deles merecia um tópico, mas ao mesmo tempo, o melhor é deixar o leitor
descobrir a maioria deles por conta própria, assim como acontece na vida. Mas
de todos esses fatos aos quais Flavio parece buscar, os que mais se destacam
são o seu primeiro amor, e o relacionamento com seu pai. Quando jovem, ele
decidiu sair de casa, e mudar de cidade, indignado com o fato de seu pai ter
traído sua mãe, e ela ter se resignado com o fato. Anos depois, em uma outra
cidade, ele acha que não está satisfeito, e precisa mudar novamente sua vida.
Aí é que a história começa pra valer. Ele pega seu carro, e cai na estrada.
E o melhor da história é que ela
é contada de forma fora de ordem temporal. Ou seja, os vários locais e épocas
em que se desenrolam a história são mostrados fora da sequência cronológica. E
o mais interessante é que demora pra gente imaginar onde cada acontecimento se
encaixa na história de Flávio. Uma sacada genial do Roteiro, as várias
histórias são contadas paralelamente, sem que o leitor perceba.
Mas não pense que a história seja
confusa. Pelo contrário. Diálogos fluidos e com a informação na medida certa
deixam o leitor a par de todos os acontecimentos passados de Flávio e as
pessoas ao seu redor. É como se os diálogos, e os cortes fossem a s peças do
quebra-cabeça, que o leitor vai formando enquanto lê.
Quem conhece o trabalho de Daniel
Esteves com “Nanquim Descartável”, e outras histórias, sabe que dramas humanos
sobre relacionamentos são seu forte. E ele escreve sem parecer piegas. Neste KM
BLUES, os personagens agem como pessoas reais, e o autor foge dos clichês do
gênero. Até mesmo as decisões que os personagens tomam (principalmente Flávio,
claro) fogem das convenções do gênero.
E os desenhos de Wanderson de
Souza, com as cores de Wagner de Souza casam perfeitamente com o estilo da
história. Os traços limpos de Wanderson já são conhecidos dos leitores de
Nanquim Descartável, com suas linhas claras, e um traço realista. Diga-se de
passagem, colorido fica ainda melhor.
Outro ponto que merece destaque é
o acabamento gráfico. Graças ao financiamento do Proac, foi possível editar um
álbum de 106 páginas luxuosas, e ainda conter alguns extras sobre os bastidores
da produção, desde o roteiro, até as cores, e ainda um texto biográfico sobre
Cartola.
O leitor que ler este álbum não
vai se arrepender. Talvez até se identifique com Flávio. Ou vai pensar nele
quando estiver em alguma “encruzilhada emocional”, Sem saber que rumo seguir na
vida, ou quando estiver em busca de respostas. Ou das perguntas.
domingo, 4 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
MELHORES HQ'S DE 2012
Lembrando quando eu escrevi um texto sobre os melhores quadrinhos de 2012, aqui:
MELHORES
DE 2012
Olá!
Eu sou Lexy Soares, quadrinhista, cineasta, já tentei ser ator, iluminador cênico, e agora, sou colunista do Mauá Fácil, escrevendo sobre quadrinhos e cinema. Pra aproveitar o início do ano, faço como muitos sites especializados em cultura pop, e lanço a minha lista de melhores quadrinhos de 2012. Espero que você goste, comente, compartilhe, faça as suas listas, etc. Mas se divirta lendo quadrinhos. E se você não leu alguns dos que eu votei, corra atrás que vale a pena. Palavra!
Agora, aos vencedores:
1-
"Astronauta - Magnetar" (Danilo Beyruth) - Panini Comics
A reinterpretação de Danilo Beyruth para o
personagem do Mauricio de Souza, se mostrou ao mesmo tempo uma história
simples, e completa. Perdido no espaço após um dano em sua nave, ele precisa
lutar pra ficar vivo, antes que a loucura decorrente da solidão tome sua mente.
2- "Fracasso de Público - Volume 3 -
Adeus" (Alex Robinson) - Gal
Editora
O final de uma das melhores histórias independentes
já feitas nos EUA. Alex Robinson soube como terminar sua história de uma forma
genial, concluindo algumas das tramas de forma completamente inesperada, e com
resoluções que fugiram do óbvio. Nota 10!
3- "Y - O Último Homem - Vol 10" (Brian K
Vaughn e Pia Guerra) - Panini Comics
Vaughan soube terminar a sua saga de forma perfeita,
ao explicar apenas o necessário pra não estragar a proposta “realista” de uma
premissa absurda. Ao deixar no ar certas questões “científicas”, mas dando um
foco maior e mais sentimental nos seus personagens, ele fez do final algo
lindo. A melhor história de toda a saga.
4- "Wilson" (Daniel Clowes) - Companhia da
Letras
Fazer uma história longa, mas feita de capítulos de
página única. É genial, ou não é? E, sabendo como ela foi criada, é ainda mais
interessante notar como que as páginas aparentemente soltas acabaram se
tornando uma história completa, que ainda assim mantém as características tanto
de “cada página como HQ completa”, quanto no “todo da grande história”.
5- "Fade Out - Suicídio Sem Dor" (Beto
Skubs, Rafael DeLatorre, Marcelo Maiolo) - independente
Esta HQ é uma das melhores histórias feitas, e que
ainda não teve o destaque merecido. A forma como seu personagem principal
circula, sendo tratado como um ser humano real, e fugindo das decisões clichês.
Tão inesperado quanto o final que é revelado logo nas primeiras páginas. E
ainda consegue continuar sendo um final surpresa.
6- "Locas - Maggie, a Mecânica" (Jaime
Hernandez) - Gal Editora
Nenhum autor, nunca, vai conseguir criar mulheres
que se comportam como mulheres de verdade como Jaime Hernandez. E nem hq’s tão
divertidas. Não importa se Maggie, Hopey e amigas estão em um cenário realista
dos bairros mexicanos dos EUA, ou em uma paisagem escapista com robôs e
dinossauros, ninguém vai conseguir superá-lo.
7 - "Bakuman" (Tsugumi Ohba e Takeshi
Obata) – JBC
O primeiro mangá que acompanho religiosamente desde
o começo. Ao mostrar o dia a dia de dois amigos que sonham em se tornar
profissionais da indústria dos mangás, este consegue ter histórias mais interessantes,
empolgantes e cativantes que qualquer outro. Leio, guardo com carinho, e
recomendo pra todo fã de HQ.
8 - "KM Blues" (Daniel Esteves, Wanderson
de Souza, Wagner de Souza) - independente
Daniel Esteves já está se tornando um dos melhores
roteiristas do país, com seu estilo inconfundível de mostrar dramas humanos
simples. E, com esta HQ, ele conseguiu se superar ao usar um jogo de cortes
temporais na narrativa pra deixar uma bela história ainda mais interessante, e
nos colocar ao lado do personagem principal.
9 - "Escalpo" (Jason Aaron, R M Guera) –
Panini Comics/Vertigo.
Desde que comecei a colecionar a revista Vertigo da
Panini, Escalpo se tornou a minha história favorita do título. Personagens
realistas, retratados sem pudor algum, violência na medida certa. E tudo
tratado com intensidade e tensão perfeitas. Ler essa HQ é como acompanhar um
seriado bom e bem escrito. Dificilmente o leitor vai encontrar personagens tão
reais em outro gibi.
10 - "Nação Fora da Lei - Sangue Entre
Irmãos" (Jamie Delano, Goran Sudzuka, Goran Parlov) - Gal Editora
Jamie Delano ao estilo Garth Ennis. E tão bom quanto
Preacher. Personagens interessantes, em um mundo absurdo, mas ao mesmo tempo
real. Uma HQ que causa estranheza pela forma que o autor buscou construí-la,
mas que em momento algum perde o ritmo, ou a força. Que venha logo sua
conclusão!
quinta-feira, 1 de maio de 2014
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