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quinta-feira, 31 de julho de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

HELLBLAZER ORIGENS - VOLUME 6


Na minha opinião, a melhor história da fase do Jamie Delano à frente do mago urbano.
Leia minha resenha crítica aqui: 

HELLBLAZER ORIGENS
Uma Das melhores series do selo Vertigo pra se colecionar no Brasil atualmente é a coleção de encadernados “Hellblazer Origens”, que republica a saga do bruxo inglês desde sua primeira fase, com roteiro de Jamie Delano. Só quem não gostar do personagem pra não curtir essa série. Pra quem é fã, ou está começando a conhecer as aventuras e desventuras sobrenaturais de John Constantine, essa série é um prato cheio, e apresenta o que, pra alguns é a melhor fase de suas histórias.
Cada volume publica cerca de 6 edições originais, à um preço muito camarada, e papel de “qualidade inferior” (com aspas mesmo, pois não é nem um pouco ruim), para dar mais destaque ás belas cores do jeito que eram feitas antigamente (e eu ficam horríveis quando republicadas em papel LWC ou Couché). A Panini já lançou 6 volumes, quase terminando a fase original do Delano(autor inglês criador de Nação Fora da Lei, entre outras grandes obras no selo Vertigo). Este sexto volume é um dos melhores da série.
Eu, particularmente, não achava a fase do Delano tão boa quanto muitos falavam, mas provavelmente era só porque eu só tinha lido as 6 primeiras hq’s que haviam saído por aqui no Monstro do Pântano da Editora Abril. Lê-las sem ter as sequências dão a impressão de que falta algo. E realmente faltava. Elas não passavam de prólogo para uma breve saga maior, que se concluiu nas edições seguintes. Algumas dessas histórias acabaram saindo por aqui através de outras editoras, mas de forma mal editadas. Só agora, os leitores podem ler na ordem, encontrando todo o sentido delas.
E, de todos os volumes, posso dizer que o sexto é o melhor de todos ao publicados até agora. Nos volumes anteriores, as histórias, apesar de boas, possuíam em alguns momentos uma “identidade” perdida. Soube recentemente, que Jamie Delano sofria interferências editoriais, para que o personagem  fosse retratado como um mago poderoso, enfrentando seres sobrenaturais, e usando muita magia. Delano sabia o que os fãs de Constantine já sabiam, que ele não era um herói, mas um humano comum. E é com esse tipo de histórias que o autor se sai melhor. Após a confusa saga “A Máquina do Medo”, John tenta encontrar descanso, mas acaba sendo “obrigado” à lidar com o assassino serial conhecido como “Homem de Família”. Esse assassino mata sempre famílias, e quando encontra Constantine por acaso, decida matá-lo, apenas para não deixar viva uma testemunha que conhece seu rosto.
John então, precisa fugir enquanto pensa em um meio de se colocar um passo á frente de seu algoz, e fazer algo que o impeça de continuar com seus crimes. Mas não é uma história fácil, nem no sentido tradicional, nem na forma como Delano coloca nosso amigo bruxo lidando com ele. É interessantíssimo ver como John é retratado como um simples humano. Suas reações ao fato de estar sendo caçado mostram um brilhantismo poucas vezes visto nos quadrinhos. Mesmo nas suas hq’s atuais, o mago dificilmente seria mostrado como uma vítima indefesa, como aqui. Em um dos momentos mais humanos da trama, ele se sente tão perdido, achando que nunca vai conseguir vencer o vilão, que procura uma prostituta para passar o que talvez seja sua última noite.
Jamie Delano mostra que John Constantine não é feito apenas de pose de “mago fodão”, como alguns autores o fazem parecer, ou como um “Harry Potter adulto”, como na fase Mike Carey. Ao contrário, vemos um John mais humano.
E esse lado humano fica ainda mais evidente nas histórias seguintes, onde vemos a família dele com mais profundidade. As relações entre ele e sua já apresentada irmã e sobrinha, e seu pai que aparece pela primeira vez nesta edição.
Sendo este o primeiro álbum a conter apenas histórias inéditas da fase Delano, é imperdível para fãs de boas histórias adultas. O único porém é a última história, que deixa um gancho para o próximo volume. Só pra nos deixar ansiosos por ele...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O QUARTO VIVENTE


HQ que recomendo hoje: O QUARTO VIVENTE, uma ótima obra pra quem gosta de histórias que fogem do padrão comum. Leia meu texto aqui:

O QUARTO VIVENTE
Estamos vivendo em um bom momento para as hq’s independentes nacionais. Se ninguém conseguiu ficar rico vivendo apenas delas, ao menos, estão se esforçando para produzir cada vez mais, e com qualidade. Por isso, atualmente, quando vejo um novo lanamento nacional, dificilmente me decepciono.
O QUARTO VIVENTE, de Luciano Salles é um bom exemplo da qualidade das hq’s independentes, e da busca dos autores em não ficar apenas no “feijão com arroz” que assola as hq’s estrangeiras. O primeiro ponto positivo dessa edição é o preço. Apenas R$ 20,00 por um livrão com capa e papel de excelente qualidades. Um preço ideal, pra conquistaar os bolsos dos diversos tipos de leitores. Ao folhear a revista, o leitor se depara com uma arte “suja”, que lembra uma mistura de Mutarelli com Geof Darrow. Personagens com feições “deformadas”, preenchendo cada parte do quadrinho; Páginas com poucos quadros; Arte final com traços groços;  E com cores berrantes, o que torna um espetaculo para os olhos. Por um segundo, é como se estivéssemos com alguma hq européia me mãos.
E a própria história lembra muito as hq’s curtas de revistas como a Heavy Metal, Animal, e outras antologias do tipo.
A trama mostra Juliett-E, uma moça que vive em um mundo futurista globalizado, em que as pessoas misturam várias linguas e culturas. Ela quer engravidar. Nesse futuro distópico, é preciso de autorização para gravidez, além de se utilizar de métodos diferenciados para a fecundação. A leitura de Quarto Vivente mostra um conto curto sobre Juliett-E em sua decisão de ter um filho, e sua fertilização. Bem curto mesmo.
Talvez o único “defeito” na obra (com aspas, mesmo) seja esse: ela nos cativa de um modo simples, que, quando acaba, faz com que fiquemos com vontade de  ler mais. Apesar de curta, e de apenas focar em um breve momento da vida de Juliett-E, e do mundo que a cerca, o autor o faz de modo que insere o leitor dentro de sse mundo. Quando estamos nos sentindo “confortáveis”, somos brindados com a conclusão.
E, pra dar mais personalidade à história, os diálogos que misturam linguas estrangeiras com gírias, que pode deixar o leitor inicialmente confuso mas aos poucos se mostra fácil de compreender, e ajuda na inserção do leitor nesse futuro distópico, que pode não estar tão distante assim.
Outra boa característica é a forma poética da hq. O final parece um devaneio, quase uma história do David Lynch. Claro que, por isso, pode não agradar a todo tipo de leitor. Mas quem gosta de uma ótima hq alternativa, é leitura mais que recomendada!
A revista pode ser encontrada em lojas de quadrinhos, ou no site do autor:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O INIMIGO EM SESSÃO GRATUITA!


Pra você que gosta de filmes de terror, e de cinema independente!
Nesta terça, dia 22, meu filme O INIMIGO será exibido no "Cinema no Museu", juntamente com o documentário "Última Sessão".
Pra quem mora em Mauá/SP e região, espero sua presença! A sessão é gratuita!
Saiba mais sobre os filmes:

ÚLTIMA SESSÃO
Documentário sobre a recepção do público do Cineclube Pilar, durante as sessões realizadas em 2010. Com cenas dos bastidores das exibições de filmes, e comentários do público que comparecia religiosamente à todas as sessões, e como o Cineclube Pilar os tocou.

O INIMIGO
Suspense sobre um jovem que, ao mesmo tempo em que está passando por um momento de angústia juvenil, e incertezas na vida, começa a ser perseguido por uma entidade que parece querer sair de seus sonhos para pegá-lo. Filme vencedor da “Mostra Espantomania 2010” como melhor roteiro.


Abaixo, assista ao trailer do filme. E curta Cineclube Pilar  no Facebook e Twitter, pra mais informações sobre o cinema independente da cidade.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CHICO BENTO - PAVOR ESPACIAR


Leia meu texto sobre CHICO BENTO PAVOR ESPACIAR:


Chico Bento – pavor espaciar
O mais recente lançamento do selo Graphic MSP.

Quando escrevi meu texto sobre “Laços”, eu comecei comparando com o lançamento anterior, “Astronauta – Magnetar”. É impossível ler uma edição dessa “série” sem comparar com as anteriores. Até mesmo outros sites e blogs fazem isso. Assim, sendo, a primeira coisa que me passou pela cabeça ao terminar a leitura foi fazer uma comparação com as anteriores. Conclusão dessa comparação: Não é a melhor das três.
Pavor Espaciar não reinventa o personagem, como em Magnetar, nem utiliza o personagem para contar uma “fábula”, como em Laços. É apenas uma história cm o Chico Bento conhecido, agindo como sempre. Dito isso, é preciso deixar claro que isso não é um defeito desta hq. É apenas o que a diferencia das outras, e que pode decepcionar quem esperar algo exatamente igual às outras.
Pavor Espaciar é escrita e desenhada por Gustavo Duarte, conhecido por suas hq’s se texto, e com histórias dinâmica. Aqui, o diferencial é que ele apresenta textos em algumas páginas. Na trama, os pais do Chico estão pra sair, e deixam Chico e Zé Lelé sozinhos em casa. Nessa noite, sem explicação, aparecem seres extra-terrestres na casa dele, e os leva para seu disco voador. Os dois, além da galinha Giselda e do porco Torresmo. Dentro da nave, eles passam por uma aventura cheia de correria para sair da nave, e voltar pra casa, mesmo nem sabendo direito o que são aquelas “criaturas do demo” que os levou sabe-se lá pra onde, e porquê.
Além de ser uma trama simples demais, o estilo do Gustavo Duarte faz parecer que a hq tem menos páginas que as graphics anteriores. Mas é a velocidade com que o enredo se desenrola. O autor faz uma hq com ritmo de desenho animado clássico, tudo bem rápido, cheio de correria. Há várias referências, que fogem do universo nerd, indo até a aviões e navios. A leitura, claro, não desaponta, afinal, o Chico é um dos mais divertido personagens do Maurício, e as reações dele aos seres do outro mundo é sempre hilária.
Tudo isso faz com que, mesmo não sendo a melhor das Graphic MSP, ainda assim é um ótimo investimento para quem procura diversão garantinda!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

RODOLFO ZALLA - AO MESTRE COM CARINHO


AO MESTRE COM CARINHO

Quem não conhece o Márcio Baraldi? O grande “cartunista rock n’ roll”, criador de vários personagens, como Roko-Loko? O cara que anima os eventos de quadrinhos do Brasil com seus discursos inflamados e apaixonados?
Pois além de cartunista, ele é um grande arqueólogo das hq’s. Uma conversa com ele, ou uma lida em seus textos pela internet revelam que ele vai fundo na pesquisa dos quadrinhistas que gosta. E essa paixão está contida em seu filme RODOLFO ZALLA – AO MESTRE COM CARINHO.
Lançado em 2012, o filme de 72 minutos é um documentário onde Zalla fala sobre sua vida e sua carreira. Uma conversa detalhadíssima sobre todos os anos e produções em que esse grande artista trabalhou. Seus primeiros trabalhos publicados na Argentina, sua terra natal, seu começo no Brasil, as editoras porque passou, os personagens que criou, ou recriou (como o Escorpião, que, de uma cópia do Fantasma, precisou ser reformulado para evitar um processo da King Features), outros artistas com quem trabalhou, as editoras e estúdios, etc, etc, etc.
Toda a carreira do mestre é repassada de forma didática, e envolvente. Para quem não conhecia a fundo a trajetória do Zalla, o filme é bem explicativo. Ilustrado com imagens de capas e páginas das revistas, o que faz do filme algo dinâmico de se assistir. Aposto que você vai ficar com vontade de correr atrás de algum gibi feito por ele!
Ao ver o filme, é possível sentir o carinho do Baraldi pelo mestre Zalla. E isso é algo importante, que todos nós amantes do quadrinho nacional também deveríamos ter, afinal, como consumidores da nona arte, não conhecemos a própria história do gênero em nosso país. Nossos grandes artistas do passado não são conhecidos pelos leitores jovens. Uma pena. E nossa produção é rica, nossa história mostra que os quadrinhos já viveram dias de glória em nosso país. E ótimos desenhistas, roteiristas e editores trabalharam no meio, ajudando a criar o mercado que temos hoje.
Espero que este filme seja o primeiro de muitos documentários que resgatem a memória dos nossos artistas. É preciso que nos lembremos de quem começou a fazer o mesmo que nós fazemos hoje!
Voltando ao filme sobre Rodolfo Zalla, o DVD teve lançamento oficial durante a premiação do Ângelo Agostini de 2012, e pode ser comprado em lojas de quadrinhos. O filme também foi vencedor do Troféu HQ MIX de 2013, na categoria “Produção para Outras Linguagens”
Mais que merecido!

terça-feira, 15 de julho de 2014