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quinta-feira, 31 de julho de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

HELLBLAZER ORIGENS - VOLUME 6


Na minha opinião, a melhor história da fase do Jamie Delano à frente do mago urbano.
Leia minha resenha crítica aqui: 

HELLBLAZER ORIGENS
Uma Das melhores series do selo Vertigo pra se colecionar no Brasil atualmente é a coleção de encadernados “Hellblazer Origens”, que republica a saga do bruxo inglês desde sua primeira fase, com roteiro de Jamie Delano. Só quem não gostar do personagem pra não curtir essa série. Pra quem é fã, ou está começando a conhecer as aventuras e desventuras sobrenaturais de John Constantine, essa série é um prato cheio, e apresenta o que, pra alguns é a melhor fase de suas histórias.
Cada volume publica cerca de 6 edições originais, à um preço muito camarada, e papel de “qualidade inferior” (com aspas mesmo, pois não é nem um pouco ruim), para dar mais destaque ás belas cores do jeito que eram feitas antigamente (e eu ficam horríveis quando republicadas em papel LWC ou Couché). A Panini já lançou 6 volumes, quase terminando a fase original do Delano(autor inglês criador de Nação Fora da Lei, entre outras grandes obras no selo Vertigo). Este sexto volume é um dos melhores da série.
Eu, particularmente, não achava a fase do Delano tão boa quanto muitos falavam, mas provavelmente era só porque eu só tinha lido as 6 primeiras hq’s que haviam saído por aqui no Monstro do Pântano da Editora Abril. Lê-las sem ter as sequências dão a impressão de que falta algo. E realmente faltava. Elas não passavam de prólogo para uma breve saga maior, que se concluiu nas edições seguintes. Algumas dessas histórias acabaram saindo por aqui através de outras editoras, mas de forma mal editadas. Só agora, os leitores podem ler na ordem, encontrando todo o sentido delas.
E, de todos os volumes, posso dizer que o sexto é o melhor de todos ao publicados até agora. Nos volumes anteriores, as histórias, apesar de boas, possuíam em alguns momentos uma “identidade” perdida. Soube recentemente, que Jamie Delano sofria interferências editoriais, para que o personagem  fosse retratado como um mago poderoso, enfrentando seres sobrenaturais, e usando muita magia. Delano sabia o que os fãs de Constantine já sabiam, que ele não era um herói, mas um humano comum. E é com esse tipo de histórias que o autor se sai melhor. Após a confusa saga “A Máquina do Medo”, John tenta encontrar descanso, mas acaba sendo “obrigado” à lidar com o assassino serial conhecido como “Homem de Família”. Esse assassino mata sempre famílias, e quando encontra Constantine por acaso, decida matá-lo, apenas para não deixar viva uma testemunha que conhece seu rosto.
John então, precisa fugir enquanto pensa em um meio de se colocar um passo á frente de seu algoz, e fazer algo que o impeça de continuar com seus crimes. Mas não é uma história fácil, nem no sentido tradicional, nem na forma como Delano coloca nosso amigo bruxo lidando com ele. É interessantíssimo ver como John é retratado como um simples humano. Suas reações ao fato de estar sendo caçado mostram um brilhantismo poucas vezes visto nos quadrinhos. Mesmo nas suas hq’s atuais, o mago dificilmente seria mostrado como uma vítima indefesa, como aqui. Em um dos momentos mais humanos da trama, ele se sente tão perdido, achando que nunca vai conseguir vencer o vilão, que procura uma prostituta para passar o que talvez seja sua última noite.
Jamie Delano mostra que John Constantine não é feito apenas de pose de “mago fodão”, como alguns autores o fazem parecer, ou como um “Harry Potter adulto”, como na fase Mike Carey. Ao contrário, vemos um John mais humano.
E esse lado humano fica ainda mais evidente nas histórias seguintes, onde vemos a família dele com mais profundidade. As relações entre ele e sua já apresentada irmã e sobrinha, e seu pai que aparece pela primeira vez nesta edição.
Sendo este o primeiro álbum a conter apenas histórias inéditas da fase Delano, é imperdível para fãs de boas histórias adultas. O único porém é a última história, que deixa um gancho para o próximo volume. Só pra nos deixar ansiosos por ele...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O QUARTO VIVENTE


HQ que recomendo hoje: O QUARTO VIVENTE, uma ótima obra pra quem gosta de histórias que fogem do padrão comum. Leia meu texto aqui:

O QUARTO VIVENTE
Estamos vivendo em um bom momento para as hq’s independentes nacionais. Se ninguém conseguiu ficar rico vivendo apenas delas, ao menos, estão se esforçando para produzir cada vez mais, e com qualidade. Por isso, atualmente, quando vejo um novo lanamento nacional, dificilmente me decepciono.
O QUARTO VIVENTE, de Luciano Salles é um bom exemplo da qualidade das hq’s independentes, e da busca dos autores em não ficar apenas no “feijão com arroz” que assola as hq’s estrangeiras. O primeiro ponto positivo dessa edição é o preço. Apenas R$ 20,00 por um livrão com capa e papel de excelente qualidades. Um preço ideal, pra conquistaar os bolsos dos diversos tipos de leitores. Ao folhear a revista, o leitor se depara com uma arte “suja”, que lembra uma mistura de Mutarelli com Geof Darrow. Personagens com feições “deformadas”, preenchendo cada parte do quadrinho; Páginas com poucos quadros; Arte final com traços groços;  E com cores berrantes, o que torna um espetaculo para os olhos. Por um segundo, é como se estivéssemos com alguma hq européia me mãos.
E a própria história lembra muito as hq’s curtas de revistas como a Heavy Metal, Animal, e outras antologias do tipo.
A trama mostra Juliett-E, uma moça que vive em um mundo futurista globalizado, em que as pessoas misturam várias linguas e culturas. Ela quer engravidar. Nesse futuro distópico, é preciso de autorização para gravidez, além de se utilizar de métodos diferenciados para a fecundação. A leitura de Quarto Vivente mostra um conto curto sobre Juliett-E em sua decisão de ter um filho, e sua fertilização. Bem curto mesmo.
Talvez o único “defeito” na obra (com aspas, mesmo) seja esse: ela nos cativa de um modo simples, que, quando acaba, faz com que fiquemos com vontade de  ler mais. Apesar de curta, e de apenas focar em um breve momento da vida de Juliett-E, e do mundo que a cerca, o autor o faz de modo que insere o leitor dentro de sse mundo. Quando estamos nos sentindo “confortáveis”, somos brindados com a conclusão.
E, pra dar mais personalidade à história, os diálogos que misturam linguas estrangeiras com gírias, que pode deixar o leitor inicialmente confuso mas aos poucos se mostra fácil de compreender, e ajuda na inserção do leitor nesse futuro distópico, que pode não estar tão distante assim.
Outra boa característica é a forma poética da hq. O final parece um devaneio, quase uma história do David Lynch. Claro que, por isso, pode não agradar a todo tipo de leitor. Mas quem gosta de uma ótima hq alternativa, é leitura mais que recomendada!
A revista pode ser encontrada em lojas de quadrinhos, ou no site do autor:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O INIMIGO EM SESSÃO GRATUITA!


Pra você que gosta de filmes de terror, e de cinema independente!
Nesta terça, dia 22, meu filme O INIMIGO será exibido no "Cinema no Museu", juntamente com o documentário "Última Sessão".
Pra quem mora em Mauá/SP e região, espero sua presença! A sessão é gratuita!
Saiba mais sobre os filmes:

ÚLTIMA SESSÃO
Documentário sobre a recepção do público do Cineclube Pilar, durante as sessões realizadas em 2010. Com cenas dos bastidores das exibições de filmes, e comentários do público que comparecia religiosamente à todas as sessões, e como o Cineclube Pilar os tocou.

O INIMIGO
Suspense sobre um jovem que, ao mesmo tempo em que está passando por um momento de angústia juvenil, e incertezas na vida, começa a ser perseguido por uma entidade que parece querer sair de seus sonhos para pegá-lo. Filme vencedor da “Mostra Espantomania 2010” como melhor roteiro.


Abaixo, assista ao trailer do filme. E curta Cineclube Pilar  no Facebook e Twitter, pra mais informações sobre o cinema independente da cidade.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CHICO BENTO - PAVOR ESPACIAR


Leia meu texto sobre CHICO BENTO PAVOR ESPACIAR:


Chico Bento – pavor espaciar
O mais recente lançamento do selo Graphic MSP.

Quando escrevi meu texto sobre “Laços”, eu comecei comparando com o lançamento anterior, “Astronauta – Magnetar”. É impossível ler uma edição dessa “série” sem comparar com as anteriores. Até mesmo outros sites e blogs fazem isso. Assim, sendo, a primeira coisa que me passou pela cabeça ao terminar a leitura foi fazer uma comparação com as anteriores. Conclusão dessa comparação: Não é a melhor das três.
Pavor Espaciar não reinventa o personagem, como em Magnetar, nem utiliza o personagem para contar uma “fábula”, como em Laços. É apenas uma história cm o Chico Bento conhecido, agindo como sempre. Dito isso, é preciso deixar claro que isso não é um defeito desta hq. É apenas o que a diferencia das outras, e que pode decepcionar quem esperar algo exatamente igual às outras.
Pavor Espaciar é escrita e desenhada por Gustavo Duarte, conhecido por suas hq’s se texto, e com histórias dinâmica. Aqui, o diferencial é que ele apresenta textos em algumas páginas. Na trama, os pais do Chico estão pra sair, e deixam Chico e Zé Lelé sozinhos em casa. Nessa noite, sem explicação, aparecem seres extra-terrestres na casa dele, e os leva para seu disco voador. Os dois, além da galinha Giselda e do porco Torresmo. Dentro da nave, eles passam por uma aventura cheia de correria para sair da nave, e voltar pra casa, mesmo nem sabendo direito o que são aquelas “criaturas do demo” que os levou sabe-se lá pra onde, e porquê.
Além de ser uma trama simples demais, o estilo do Gustavo Duarte faz parecer que a hq tem menos páginas que as graphics anteriores. Mas é a velocidade com que o enredo se desenrola. O autor faz uma hq com ritmo de desenho animado clássico, tudo bem rápido, cheio de correria. Há várias referências, que fogem do universo nerd, indo até a aviões e navios. A leitura, claro, não desaponta, afinal, o Chico é um dos mais divertido personagens do Maurício, e as reações dele aos seres do outro mundo é sempre hilária.
Tudo isso faz com que, mesmo não sendo a melhor das Graphic MSP, ainda assim é um ótimo investimento para quem procura diversão garantinda!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

RODOLFO ZALLA - AO MESTRE COM CARINHO


AO MESTRE COM CARINHO

Quem não conhece o Márcio Baraldi? O grande “cartunista rock n’ roll”, criador de vários personagens, como Roko-Loko? O cara que anima os eventos de quadrinhos do Brasil com seus discursos inflamados e apaixonados?
Pois além de cartunista, ele é um grande arqueólogo das hq’s. Uma conversa com ele, ou uma lida em seus textos pela internet revelam que ele vai fundo na pesquisa dos quadrinhistas que gosta. E essa paixão está contida em seu filme RODOLFO ZALLA – AO MESTRE COM CARINHO.
Lançado em 2012, o filme de 72 minutos é um documentário onde Zalla fala sobre sua vida e sua carreira. Uma conversa detalhadíssima sobre todos os anos e produções em que esse grande artista trabalhou. Seus primeiros trabalhos publicados na Argentina, sua terra natal, seu começo no Brasil, as editoras porque passou, os personagens que criou, ou recriou (como o Escorpião, que, de uma cópia do Fantasma, precisou ser reformulado para evitar um processo da King Features), outros artistas com quem trabalhou, as editoras e estúdios, etc, etc, etc.
Toda a carreira do mestre é repassada de forma didática, e envolvente. Para quem não conhecia a fundo a trajetória do Zalla, o filme é bem explicativo. Ilustrado com imagens de capas e páginas das revistas, o que faz do filme algo dinâmico de se assistir. Aposto que você vai ficar com vontade de correr atrás de algum gibi feito por ele!
Ao ver o filme, é possível sentir o carinho do Baraldi pelo mestre Zalla. E isso é algo importante, que todos nós amantes do quadrinho nacional também deveríamos ter, afinal, como consumidores da nona arte, não conhecemos a própria história do gênero em nosso país. Nossos grandes artistas do passado não são conhecidos pelos leitores jovens. Uma pena. E nossa produção é rica, nossa história mostra que os quadrinhos já viveram dias de glória em nosso país. E ótimos desenhistas, roteiristas e editores trabalharam no meio, ajudando a criar o mercado que temos hoje.
Espero que este filme seja o primeiro de muitos documentários que resgatem a memória dos nossos artistas. É preciso que nos lembremos de quem começou a fazer o mesmo que nós fazemos hoje!
Voltando ao filme sobre Rodolfo Zalla, o DVD teve lançamento oficial durante a premiação do Ângelo Agostini de 2012, e pode ser comprado em lojas de quadrinhos. O filme também foi vencedor do Troféu HQ MIX de 2013, na categoria “Produção para Outras Linguagens”
Mais que merecido!

terça-feira, 15 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

OCEANO


Warren Ellis é um dos grandes nomes das hq's atuais. E não é à toa. Suas histórias são sempre ótimas leituras. Leia minha resenha de OCEANO aqui:

OCEANO
Warren Ellis é um dos melhores escritores de hq’s da atualidade. Suas histórias possuem identidade própria, mas, ao contrário de muitos escritores, o uso do termo “identidade” para Ellis não significa “estilo do autor”, mas cada uma de suas histórias possuem a tal identidade.
Ler várias de suas obras, é quase como ler vários escritores diferentes. E todas elas agradam a quem lê. Seja um leitor de super heróis, seja do Selo Vertigo, ou algo além, mais alternativo. Sou fã do cara, admito.
A mais recente obra dele que li foi OCEANO. Publicada originalmente pela Wildstorm, selo criado pelo Jim Lee na Image Comics, mas que no fim dos anos 90 foi comprada pela DC, a HQ segue a proposta do selo de permitir que alguns autores fizessem suas obras do jeito que bem entendessem, e voltadas para o público adulto, lado a lado com os heróis administrados pelos contratados do Jim Lee. Ellis, colaborador frequente do selo, já havia lançado Planetary e The Authority pela Wildstorm.
OCEANO foi uma mini série em 6 edições, que contava a história da descoberta de caixões com corpos alienígenas no oceano de “Europa”, uma das luas de Júpiter. Essa descoberta desperta o interesse tanto do governo americano quanto de empresas privadas que querem lucrar com isso. Nesse cenário, Nathab Kane, um inspetor da ONU enviado até uma estação espacial de pesquisa para descobrir o que são os caixões alienígenas antes que a “Doors Corporation”, uma empresa com fins obscuros, detenha o controle exclusivo da descoberta, usando-a comercialmente. Afinal,os artefatos alienígenas podem não ser apenas meros caixões, mas também conter armas muito mais avançadas que as dos humanos.
Com uma trama simples, Ellis consegue usar sua competência de sempre para prender o leitor em uma história com estilo e ritmo cinematográfico. Tanto nos enquadramentos “widescreen” usados na maioria das cenas, até o texto enxuto, direto, e sem recordatórios. A leitura é fluente, a impressão que passa é a de realmente estarmos vendo uma HQ pronta pra virar filme. Até mesmo as divisões em atos e as reviravoltas, são no estilo do bom cinema. Dá até pra imaginar um James Cameron dos bons tempos filmando-o.
Chris Sprouse, o desenhista de Tom Strong, e de algumas edições especiais de Ex-Machina tem um traço simples, mas completo, e com um perfeito senso de storytellyng, casando as cenas de ação com os momentos mais “contemplativos” da história. O leitor visualiza exatamente onde e como a história transcorre. E o uso de tiras por páginas, dando o efeito “Widescreen” já mencionado, que faz parecer uma tela de cinema, aliado à ambientação, com objetos e cenário em quase todos os quadros, mas sem poluí-los. Tudo nas páginas são de uma beleza encantadora.
Mas o melhor desta revista, é mesmo o texto de Ellis. Personagens cativantes, bem construídos, com diálogos na medida certa. Há em alguns momentos aquele clima de “personagens mau caráter” que ele usa em várias de suas hq’s, mas ainda assim, soam naturais. Nathan Kane, por exemplo, quando surge, parece que vai ser mais um “Bad Ass”das hq’s, mas aos poucos, essa impressão se esvai, e temos um cara que, se não é de todo bonzinho, também não é um machão metido a valente.
Na trama, Warren Ellis usa um recurso perfeito para prender o leitor, que é ir mostrando as sub-tramas aos poucos. Na verdade, nem parece que há uma sub-trama até que ela surja diante do leitor. Ler essa HQ é como ler várias histórias dentro de um mesmo universo. Os vários momentos de reviravolta estão muito bem amarrados. E dá preá sentir que há algum contexto sobre a condição humana na busca pelo conhecimento do espaço, algo inerente ao gênero, sim, mas que nas mãos de Ellis, não soa como clichê, pela forma competente que o autor a usa.
Uma HQ que vai fazer o leitor não desgrudar os olhos enquanto não chegar ao final, lendo em uma “tacada” só. Tenho certeza disso. Particularmente, uma das melhores histórias do Warren Ellis em mini séries que já li.

domingo, 13 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

FILÓSOFOS EM AÇÃO


Um gibi dos mais divertidos, e que ainda ensina! Recomendo pra todos que querem conhecer um pouco sobre esses grande filósofos, e pra quem gosta de HQ's de humor inteligente! Leia minha resenha aqui;


FILÓSOFOS EM AÇÃO
A primeira vez que vi essa HQ, confesso que não me interessei. A capa estranha, e a sinopse da propaganda,... Sei lá! Muito tempo depois, resolvi arriscar, e me deparei com uma das mais divertidas histórias que li atualmente. A série é feita de vários capítulos curtos, cada um mostrando uma introdução à vida e obra de algum dos maiores filósofos da história humana. Platão, NItzche, Freud, Jung, Marx, Sartre, entre muitos outros. E, o melhor, em hq’s engraçadíssimas!
Escrita por Fred Van Lente, pouco conhecido no Brasil, mas que trabalha em alguns títulos Marvel, além de criador de “Cowboy x Aliens”, a série foi publicada lá fora entre 2005 e 2007. Foram 9 edições, mais tarde compiladas em três volumes. Dois desses volumes foram publicados aqui pela GAL editora. E valem muito a pena ir atrás dessas edições!
Talvez esta série seja mais indicada para leitores que se interessem por Filosofia. Mas se o leitor não conhece nada do tema, nem nunca ouviu falar dos personagens citados lá, vai se divertir do mesmo jeito. Eu falo isso porque conhecia pouquíssimos dos filósofos, e dos que conheço, sei menos ainda de suas biografias. Mas a leitura dessa obra é agradável, e ainda tem o seu caráter didático, pois as histórias são feitas justamente para apresentá-los. A história de sua vida, seu pensamento, suas obras, tudo é relatado de forma conjunta. Ao ler, ficamos conhecendo tanto sua corrente filosófica quanto sua vida, e os acontecimentos que moldaram a mente de cada um deles. Sempre em tom satírico, mas sem deixar de lado o fator de ensinar filosofia para leitores leigos.
Além do óbvio, que é brincar com as situações engraçadas das vidas deles, a HQ faz uso das citações da cultura pop para brincar com elas. Então, além dos vários filósofos que tem sua história contada como se fossem super heróis, há brincadeiras com filmes, séries, astros da música, etc.
O traço de Ryan Dunlavey (que já publicou na MAD americana) não apresentam nada de surpreendente, talvez nem fique marcado na memória dos leitores, mas estão na medida certa para o estilo de humor de Van Lente. Traços grossos, personagens com formas quadradas, em um estilo que em certas passagens lembra desenhos animados.
Ao final, a sensação de ter lido uma HQ criativa, e bem executada por seus autores. Eu devia ter lido antes

quarta-feira, 9 de julho de 2014

INSPIRAÇÃO


Uma HQ nacional biográfica e, de certo modo, metalinguística, que conta a história de sua própria produção, surgida de um encontro do autor com Lourenõ Mutarelli. Recomendadíssima!


INSPIRAÇÃO
Ultimamente, eu tenho me divertido muito mais com hq’s nacionais independentes do que com muita coisa estrangeira. Mesmo quando é algo alardeado como “o máximo da HQ atual”, parece que as expectativas não são alcançadas. Já com as nacionais, acontece o contrário, não espero uma grande obra, e acabo gostando bastante. Claro que, ao contrário de muitos leitores, eu tenho me interessado mais por histórias alternativas do que pelo “blockbuster quadrinhístico”.
Assim, claro que uma obra como INSPIRAÇÃO – DEIXA ENTRAR SOL NESSE PORÃO, de Camilo Solano iria me agradar.
A história parte de uma proposta interessante, apesar de, aos desavisados, não parecer nem um pouco original: Camilo precisava fazer um TCC em forma de HQ, e decidiu adaptar um conto pra linguagem sequencial. Nenhuma novidade? Ok, mas o que aconteceu é que ele resolveu desenhar todo o processo, como um “making of”, e acabou não adaptando conto algum, mas fazendo do próprio processo da produção a sua HQ.
Enquanto queria fazer uma adaptação, Camilo escolheu Lourenço Mutarelli como o autor que seria adaptado. Conseguiu o telefone dele, encontrou-se pessoalmente com seu ídolo, mas não conseguiu que ele escrevesse nada pra ser adaptado. Talvez por isso, a HQ tenha virado a obra sobre o processo. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, o resultado final não fica parecendo com “um acidente criativo”, pelo contrário. A identidade dessa história, e o carinho e sinceridade que o autor coloca em cada página fazem parecer que desde o princípio, ela seria a sua história.
Como ele foi desenhando durante o “percurso”, o traço foi se modificando pelas páginas. Mas ele sabiamente decidiu não redesenhar as páginas. O que acaba por acrescentar mais clima a cada cena. Faz com que a história ganhe personalidade, no sentido de ser uma história com várias nuances. Desde as várias situações e momentos do personagem principal (o próprio Camilo) como em pequenos eventos cotidianos sem grande ligação com a trama, e as hq’s curtas que ele fez, e serviram de vinheta durante a HQ. Um exercício quase de metalinguística. E que ajuda o leitor na passagem do tempo, e nas transições da estrutura dramatúrgica da história.
A HQ possui três atos distintos: a “preparação psicológica” para o encontro com Mutarelli, onde vemos o inseguro desenhista tentando uma busca na forma em que produzirá sua HQ; O encontro com o autor, onde quem conhece o Lourenço vai se divertir bastante vendo-o tão bem retratado; e a volta pra casa, com Camilo  “mastigando” todo o ocorrido, tentando pensar em sua história.
Este terceiro ato, com cara de anti-clímax, soa meio estranho á primeira lida. Como se Camilo Solano não tivesse realmente uma ideia de como terminar sua HQ-diário. Mas ao refletir melhor, percebemos que é o verdadeiro mote de INSPIRAÇÃO. Ele não tinha ideia de que seu making of iria se tornar sua obra. E isso fica refletido nas páginas. Precisamos acreditar, durante a leitura, que a “grande obra” seria a adaptação de um conto do Lourenço. E, com isso, ficamos tão “perdidos” nesse anti-clímax quanto Camilo deve ter se sentido enquanto decidia o que fazer agora. Um final perfeito, graças á isso.
Toda em papel couchê, a revista tem 66 páginas, em formato “magazine”, e custa apenas R$ 20,00. Um ótimo preço, por uma excelente HQ!

terça-feira, 8 de julho de 2014

DEMOLIDOR - UM NOVO COMEÇO


Dica de HQ de hoje: a nova fase do Demolidor, escrita pelo Mark Waid, que está saindo em encadernados no Brasil. Aqui, eu comento o primeiro volume:

DEMOLIDOR
Uma das revistas Marvel mais legais, nas bancas do Brasil.
Foi lançado recentemente a revista do DEMOLIDOR. O personagem já havia ganhado revista própria antes no nosso país, sendo a última vez pela própria Panini, em uma revista mensal que trazia a fase do Brian Michael Bendis, onde o personagem sofreu uma de suas mais radicais mudanças: teve sua identidade secreta revelada ao mundo. Tá certo que, mais recentemente, ele passou por umas fases bem ruins, mas é melhor nem comentar. Vamos pular essa parte, e irmos direto pra atual fase, com roteiros de Mark Waid (Que nosanos 90 escreveu uma das melhores fases do Flash, além de ter roteirizado “O Reino do Amanhã”, do Alex Ross).
A Panini Comics lançou o volume 1 da revista, e promete que vai dar continuidade á fase do personagem, sempre em encadernados aperiódicos, formato que está dando muitíssimo certo com revistas do selo Vertigo, e tem tudo pra dar certo com o Demolidor, que sempre foi tratado como um personagem de segunda linha, e que precisava dividir uma revista com outros personagens de gosto duvidoso pra poder se manter em bancas, nem sempre gerando bons resultados.
Apesar disso, o Demolidor é um daqueles personagens que conseguem conquistar o leitor, mesmo que poucos, devido ao seu estilo próprio. Pode-se dizer que ele é uma versão pobre do Batman. Pobre no sentido de que Matt Murdock (seu alter ego) não é milionário com Bruce Wayne, e por isso precisa manter seu emprego, de advogado, em um escritório dividido com seu colega Foggy Nelson. Matt é o tipo de pessoa que passa por maus bocados na vida, mas sempre consegue se levantar e dar a volta por cima, como seu falecido pai, um boxeador fracassado sempre lhe ensinou. E a graça do Demolidor está justamente nessas características únicas. Sua personalidade é construída com bases fortes em sua história de vida, e suas decisões pessoais. O fato de ser cego dá uma credibilidade única ao fato superação do herói.
Outra característica bem legal é o fato de que, provavelmente, ele é o personagem de HQ cuja profissão mais se faz presente em sua vida. A maioria dos heróis quase nunca aparecem realmente trabalhando. Muitos leitores,m por exemplo, nem devem saber o que as indústrias Wayne produzem, ou que tipo de matérias Clark Kent escreve. Mas no caso do Demolidor, sua carreira de advogado faz parte de sua vida como super herói. Muitos de seus casos são resolvidos ao mesmo tempo dentro e fora da lei. Em um tribunal, e nas ruas.
Tudo isso faz com que o leitor que se identifica com ele passe a gostar dele de uma forma especial. E é justamente nisso que reside a maior qualidade da atual fase de Waid. Ele não se preocupa em levar o personagem à novos níveis dramáticos que ainda não foram explorados. Apenas escreve boas histórias, do tipo que envolve o leitor, e leva o herói de um lado ao outro, em tramas muito bem amarradas, com aquele gosto de antigamente, mas com a leve maturidade dos bons quadrinhos de hoje. Não há aquele clima pesado e realista da fase Bendis (que eu até que gostei, confesso), mas um estilo que lembra a época do Frank Miller, do Demolidor mais votado pra ação. Claro que Waid não ignora os eventos recentes. Há menção ao fato de a identidade dele ter sido revelada ao mundo, e ele não conseguiu provar que não era o Demolidor, e também as fases posteriores, com um Demolidor possuído por um demônio (nem pergunte, porque eu nem quis ler isso!). Matt Murdock voltou á ativa, se sentindo bem, mas Foggy acredita que essa alegria pode ser apenas uma forma de defesa dele pra não falar a respeito do que sofreu ultimamente. Sabiamente, é como se o escritor quisesse apenas evitar perder tempo explicando as más ideias dos autores anteriores, e apenas se dedicar à contar suas ótimas histórias.
E quanto a arte? Paolo Rivera e Marcos Martin fazem uma arte dinâmica, com traços limpos, e enquadramentos perfeitos tanto nas cenas de ação quanto nos momentos mais calmos. E com um ritmo narrativo digno de um Darwin Cooke. Os dois possuem estilos parecidos, mas anda que atrapalhe a história. Pelo contrário. Dá pra confundir os dois, mas é algo que dá personalidade para a série. Outra grande sacada dos dois artistas é o modo como o “radar” do Demolidor é retratado. Não é sempre que um artista consegue representá-lo de forma convincente, e que permita ao leitor entender o mundo como Matt o vê.
A edição da Panini possui 148 páginas, reunindo as edições 1 a 6 da serie mensal do Homem Sem Medo, e a própria editora promete lançar as próximas edições no mesmo formato o mais breve. Pra quem é fã do herói cego, este é um lançamento obrigatório, e pra quem tem saudade de boas histórias de super heróis como não se vê à muito tempo, é uma boa pedida. Vida longa á esta série!

domingo, 6 de julho de 2014

DIA DE TRABALHO


Sobre uma sugestão de Wendel Santos. E, se quiser ler mais das minhas tiras, e hq's, curta a minha fanpage.

sábado, 5 de julho de 2014

DE QUATRO


Uma HQ nacional de humor adulto, feita por um grande cartunista! Leia minha resenha aqui:


DE QUATRO

HQ do GILMAR com histórias bem safadinhas, e estranhas.

Recentemente, fui no lançamento de uma HQ de um cartunista amigo meu, o Gilmar. Pra quem não conhece, ele está na ativa desde 1984, publicando suas tiras e hq’s em diversos jornais, além de ter vencido vários salões de humor. Esta é a 6ª coletânea de quadrinhos dele. Ele já publicou diversos álbuns por várias editoras.
DE QUATRO, como o nome sugere, apresenta várias hq’s com temáticas adultas, piadas sexuais, em um estilo de humor que parece saído do Monty Python, de tão absurdo. Adorei cada uma delas, que possuem uma construção bem elaborada, nem parece que possuem apenas quatro páginas. Isso mesmo, todas as histórias tem essa medida de quatro páginas. Uma simetria que funciona perfeitamente na edição.
Mas, voltando ao humor, Gilmar faz hq’s que, além do estilo absurdo, mexem com temas que para alguns seria tabu, mas sem frescura nem pudor algum, o que é ótimo. Não há politicamente correto, nem auto-censura nestas páginas. As palavras, as ações, tudo o mais explícito que a linguagem da comédia em quadrinhos permite.
Então, o leitor deve se preparar para ver piadas com homossexuais, com casados, sex shop, zoofilia, etc. E tudo mencionado com naturalidade. Há espaço para leves críticas ao comportamento humano, mas dentro do conceito de cada HQ presente.
Gilmar possui um estilo próprio, tanto no traço inconfundível quanto no modo de se contar as piadas. Não dá pra esperar por nada, nenhuma solução fácil como a maioria dos cartunistas. Ao ler DE QUATRO, percebe-se a naturalidade com que o autor deve tê-las concebido, da mesma forma como elas fluem na leitura.
E outro ponto positivo da edição: o preço. Em tempos onde os novos autores estão querendo lançar suas edições com acabamento luxuosíssimo e preços exorbitantes, a DE QUATRO custa apenas R$14,00. Excelente preço! Algo que os novos autores deveriam procurar fazer: publicar suas revistas com preços mais atraentes possíveis para poder conquistar novos leitores.
E, pra quem quiser adquirir um exemplar desta excelente e engraçadíssima revista, basta procurar em lojas de quadrinhos, ou através da “lojinha” do Gilmar no Facebook, no link abaixo:

sexta-feira, 4 de julho de 2014

VIDA DE INSPETOR DE ALUNOS # 40

É o que eu imagino quando vejo um aluno "vida loka"
E curta a minha fanpage no Fecebook, pra ler mais tiras e hq's minhas!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

VERTIGO ESPECIAL: ATIRE


Uma coleção com ótimas histórias produzidas pelos maiores autores de quadrinhos adultos dos EUA. Leia minha resenha crítica aqui: 

VERTIGO ESPECIAL

Prometido para o final do ano passado, a revista VERTIGO ESPECIAL chegou às bancas no começo do mês de junho, sem uma explicação satisfatória sobre o motivo do atraso. Mas a espera valeu a pena, pois esta é uma das melhores edições da revista já lançadas no Brasil.
A edição, um verdadeiro almanaque, contém três edições originais americanas: VERTIGO RESSUCITADA: ATIRE E OUTRAS HISTÓRIAS, MATE SEU NAMORADO, e ESTRANHAS AVENTURAS. Por isso mesmo, é difícil desassociar as edições, e avaliá-la como um único especial. Mas uma coisa pode ser dita sobre o “volumão”: alguns autores parecem se sair melhor quando fazem hq’s curtas e fora de cronologias, do que quando estão responsáveis por longas séries.

VERTIGO RESSUCITADA.
Lançada nos EUA no final de 2010, “Vertigo Resurrected” é pra ser uma série de publicações com hq’s que, por um motivo ou outro, não foram aprovadas para publicação, mesmo estando já em estágio avançado de produção. A HQ que abre a revista, “Atire”, estrelada por John Constantine, é de 1999, época em que a revista Hellblazer era escrita por Warren Ellis. Em uma fase elogiadíssima pelos fãs, ele resolveu contar uma história sobre adolescentes que vão pra escola armados, e matam colegas. Pouco antes da revista ir pra gráfica, aconteceu o “Massacre de Columbine” nos EUA, que tomou os noticiários do mundo todo com um acontecimento idêntico, e por isso, a revista foi proibida. Ellis resolveu deixar a revista depois disso,e a HQ se perderia pra sempre... Se não fosse a internet, onde ela pôde ser lida por qualquer fã de Hellblazer que a procurasse. E agora, anos depois, a história foi colorizada, e publicada. Junto à ela, várias outras hq’s, a maioria bastante curta, de grandes autores, mas que já foram publicadas antes, apesar de difíceis de serem encontradas.
A qualidade é irregular, mas elas mostram como os autores são mais criativos quando estão mais “soltos” para fazer o que quiserem. Mesmo assim, há alguns casos que chamam bastante atenção pelos seus temas. Como por exemplo, Grant Morrison, com uma história onde brinquedos são usados para mostrar um paralelo de como a sociedade é controlada sem saber que o estão; e Garth Ennis, falando sobre experiências com soldados. Mas, como toda coletânea, claro que o resultado final varia bastante. Em meio a essas ótimas hq’s, há algumas que parecem que estão ali por engano. Foram publicadas pelo nome do autor, não pela qualidade (como uma do Brian Azzarello, por exemplo). Uma do Brian Bolland, interessantíssima por sinal, acaba como se na verdade fosse uma história longa que não foi terminada.

MATE SEU NAMORADO
Eu já havia lido essa história quando da sua primeira publicação no Brasil, em 1999, quando ela foi publicada com o nome “Como Matar Seu Namorado”. Na época, odiei. Achei uma história gratuita, e que tentava mostrar violência apenas por mostrar, pra parecer uma hq adulta. A nova foi alardeada com tendo uma nova tradução. Será que isso faz muita diferença neste caso? Afinal, agora, gostei da HQ. Bem,também tem os anos entre as leituras, onde eu adquiri nova bagagem cultural...
A HQ mostra uma adolescente inconformada com a vida de classe média sem grandes perspectivas senão repetir uma espécie de “Darwinismo Social” de sempre. Tudo em sua vida é bem comum, monótono. Um dia, passa a notar um rapaz que é um rebelde incurável. Ela fica impressionada, e os dois começam a sair juntos, e ele a torna uma rebelde com ele.
Ele a ensina a beber, fumar, praticar sexo das mais variadas formas, viver como em uma mistura de “Carpe Dien” com “Laranja Mecânica”. Pra começar a vida nova, é preciso matar o namorado dela, e após isso, eles saem pelo país, roubando, vandalizando, mas tudo com um certo  “glamour”, como se fossem artistas em busca de novas experiências.
Quem conhece as obras malucas do Morrison pode notar que o tema principal é quase o mesmo de “Os Invisíveis”, mas tratado aqui de forma diferente. Mais “realista”, se isso for possível. Mas o resultado final é quase como se essa HQ fosse um libelo sobre a condição do adolescente na sociedade. Os jovens da trama não tem controle sobre seus atos, como na vida real, mas aqui, eles levam seus impulsos a níveis extremos. A conclusão é quase como se o autor estivesse dizendo “com uma sociedade assim, é impressionante como não há mais jovens saindo por aí cometendo os mesmos atos criminosos que os personagens desta HQ.”
Mas o mais interessante dessa história é que a personagem principal está sempre conversando com o leitor, em um perfeito exercício de quebra da “quarta parede”, já bem usado no cinema e teatro, mas raramente em HQ’s.

ESTRANHAS AVENTURAS
Uma coletânea de HQ’s curtas de Ficção Científica, é disso que se trata esta última revista que fecha a edição especial da Vertigo. Eu adoro hq’s curtas, e de Ficção Científica, então... Mas pena que este é um gênero pouco explorado nas hq’s. E principalmente nas hq’s dos EUA. Na Europa, isso é bastante comum.
As hq’s dessa edição não apresentam muita originalidade, é verdade. Os temas são os mesmos que qualquer fã do gênero já conhece de inúmeros filmes e séries, como realidade virtual, sociedades que vivem separadas pela classe social, sob um estado policial, etc. Mas apesar disso, as histórias são muito bem feitas.  E a maioria são de autores que não são muito vistos nas páginas e na mídia especializada. Se não forem autores novos, são, ao menos, autores que não trabalham muito para o Selo. Ao menos, a maioria eu nunca ouvi falar.
Novamente, essas histórias me evocam o que eu disse no começo do texto, que alguns autores parecem trabalhar melhor em hq’s curtas do que em grandes sagas. Nem todos eles parecem que não tem muita capacidade de fazer ótimas hq’s em poucas páginas, e algumas histórias parecem mais como prólogos de histórias maiores, devido a forma como a subtrama é apresentada dentro do contexto das mesmas.
Eu destaco as minhas favoritas: “O PROMETEU PÓS-MODERNO”, talvez uma das mais humanas de toda a revista, além da excelente condução da trama,cheia de reviravoltas e mudanças climáticas, e ULTRA, O MULTIALIEN, esta escrita e desenhada por Jeff Lemire, e talvez a mais depressiva história da edição.
É uma pena que Ficção Científica não seja um gênero mais explorado nas hq’s americanas. Seria uma boa se a Vertigo começasse a produzir mais histórias assim. Se bem que ás vezes me parece que os leitores veem o selo Vertigo apenas como “contos de fadas pra adultos”, e “derivados de Sandman.” Uma pena, pois essa revista mostra que há potencial melhor em buscar novos rumos do que ficar no mesmo estilo...

Conclusão: Esta edição especial pode não ser atrativa para o leitor comum,que costuma comprar apenas o que ele já conhece pra manter a coleção. Mas se alguém resolver arriscar conhecer algo diferente, vai ter uma ótima surpresa.



quarta-feira, 2 de julho de 2014